Homem é condenado a 33 anos de reclusão por feminicídio e estupro em Porto União

·
Atualizado há 4 meses

Na tarde de quarta-feira, 22, o Tribunal do Júri da Comarca de Porto União decidiu o destino de um homem acusado de um crime brutal que chocou a comunidade de Matos Costa.

Em maio de 2024, Iraci Marinho de Freitas, de 56 anos, que enfrentava deficiências físicas e mentais, foi estuprada e assassinada em sua própria casa. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o réu, que agora foi condenado a 33 anos e quatro meses de prisão em regime fechado.

O caso, que foi levado à Justiça pela 3ª Promotoria de Justiça, descreve como o acusado invadiu a residência da vítima e a encontrou em seu quarto. Após agredi-la fisicamente, ele cometeu o ato de abuso sexual de forma violenta. A situação se tornou ainda mais trágica quando, após o estupro, o homem assassinou a mulher com uma faca, desferindo pelo menos 38 golpes.

A vítima, que era surda, tinha dificuldades na fala e estava judicialmente interditada desde 2010 devido a problemas de saúde mental, não teve chance de defesa diante da brutalidade do ataque.

O promotor de Justiça Tiago Prechlhak Ferraz, que representou o MPSC durante o julgamento, destacou a gravidade do crime, afirmando que se tratava de uma ação bárbara contra uma mulher em situação de extrema vulnerabilidade, marcada por crueldade e total desrespeito pela vida dela.

Após um intenso debate entre a acusação e a defesa, os jurados, convencidos pelas evidências e argumentos apresentados pelo Ministério Público, decidiram pela condenação do réu.

Embora haja a possibilidade de recurso, o homem não foi autorizado a recorrer em liberdade. O juiz da Vara Criminal de Porto União determinou que a pena fosse cumprida imediatamente, alinhando-se à posição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a soberania dos veredictos do júri.

O promotor Ferraz ressaltou que a condenação representa uma resposta clara e necessária da Justiça a crimes tão graves como o feminicídio e o estupro de pessoas vulneráveis.

Ele também elogiou o trabalho da Divisão de Investigação Criminal de Porto União, que foi fundamental para o desfecho deste caso, reafirmando o compromisso da Justiça com a proteção da vida, da dignidade humana e dos direitos das pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade.

https://www.vvale.com.br/seguranca/mulher-que-foi-encontrada-morta-em-matos-costa-ja-foi-identificada/