Brasil e Paraguai terão calendário unificado de vacinação nas fronteiras

A partir de 2026, países realizam Dia D conjunto para ampliar imunização e vigilância sanitária

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Atualizado há 11 meses

Foto: SESA

A partir de 2026, Brasil e Paraguai passarão a realizar campanhas de vacinação conjuntas nas regiões de fronteira. O acordo, firmado entre os governos do Paraná, Mato Grosso do Sul, Ministério da Saúde, Conass e autoridades paraguaias, prevê a criação de um Dia D de imunização simultâneo, voltado a aumentar a cobertura vacinal e reforçar a vigilância em saúde.

A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (31), durante o III Encontro Internacional de Saúde nas Fronteiras – Brasil-Paraguai, realizado em Salto del Guairá, no Paraguai. O documento formaliza uma nova etapa de cooperação entre os países, que vêm trabalhando na integração de ações desde o início do ano.

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, destacou que o alinhamento das campanhas é fundamental para garantir proteção integral às comunidades que vivem nos dois lados da fronteira.

“Estamos criando uma estratégia que elimina barreiras e assegura que todos tenham acesso à imunização”, afirmou.

O coordenador nacional de saúde de fronteiras do Paraguai, Juan Carlos Coronel, lembrou que a vacinação conjunta já apresenta bons resultados em cidades como Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Ponta Porã.

“Sincronizar calendários é fortalecer a cooperação e proteger mais pessoas”, disse.

Mariângela Galvão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, ressaltou que os desafios sanitários exigem ação integrada.

“As fronteiras não são limites para os vírus. Trabalhar juntos é a única forma de garantir uma resposta eficaz”, afirmou.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, explicou que a medida consolida uma rede binacional de cooperação, capaz de reagir rapidamente a surtos e emergências.

“É uma construção conjunta que amplia a capacidade de resposta dos dois países”, disse.

De acordo com Sandro Terabe, do Conass, a experiência poderá servir de modelo para outras regiões de fronteira do Brasil e da América do Sul.

“O que está sendo feito aqui pode ser replicado em outros contextos, fortalecendo a vigilância e a integração regional”, avaliou.

Participaram do evento o vice-ministro da Saúde do Paraguai, José Ortellado, a secretária-adjunta de Mato Grosso do Sul, Crhistinne Gonçalves, além de representantes da Itaipu Binacional, do Cievs Paraná e de municípios da faixa de fronteira.

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