Formação qualifica 400 professores e reforça inclusão na rede municipal

Capacitação sobre práticas baseadas em ABA amplia preparo de educadores para atender alunos neurodivergentes ao longo do ano letivo

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Atualizado há 10 meses

(Foto: Assessoria).

A Secretaria Municipal de Educação de União da Vitória encerrou um ciclo de formação que qualificou cerca de 400 professores da rede municipal ao longo deste ano. A iniciativa teve como objetivo aprimorar o atendimento a estudantes neurodivergentes, como aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, TOD e outros perfis que exigem práticas pedagógicas fundamentadas em evidências científicas.

Conduzida pela professora e neuropsicopedagoga Carmen Lígia Gruner Lessing, a capacitação abordou a aplicação de estratégias baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA) no ambiente escolar. O foco foi oferecer ferramentas práticas que auxiliem os educadores no desenvolvimento de crianças com TEA, reconhecendo a diversidade de comportamentos e compreendendo que muitos deles têm função comunicativa.

(Foto: Assessoria).

Além das etapas teóricas, Carmen Lígia, acompanhada pelas técnicas pedagógicas e pela coordenadora da Educação, Claudete Mitzco, realizou visitas às escolas e aos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Nessas observações in loco, as professoras receberam orientações individualizadas para adaptar rotinas, organizar espaços e implementar estratégias que favoreçam o bem-estar e o aprendizado das crianças com autismo.

A secretária de Educação, Solange Garcia, destacou o impacto da iniciativa: “Investir na formação dos nossos educadores é investir diretamente no futuro de nossas crianças. A parceria com a professora Carmen Lígia Gruner Lessing nos permitiu levar o conhecimento da ABA, uma ciência validada, para quem está na linha de frente. Nosso objetivo é garantir que cada professor se sinta seguro e competente para promover a inclusão efetiva. Este é apenas o começo: estamos dando um passo inicial, porém firme, rumo a uma rede cada vez mais inclusiva”.

A formação continuada reforça o preparo dos educadores para identificar barreiras de aprendizagem, estruturar práticas pedagógicas e adotar técnicas de manejo de crise, elementos essenciais para um ambiente escolar acolhedor e eficiente. Dessa forma, a inclusão vai além da permanência em sala: ela cria oportunidades reais de desenvolvimento e participação dos estudantes.

“A ação representa um marco inicial dentro da nossa preocupação permanente com a inclusão e reafirma nosso compromisso em fortalecer práticas que acolham todos os estudantes”, concluiu Solange.

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