Portal da Transparência passa a usar linguagem simples
A Assembleia Legislativa do Paraná começou a traduzir os conteúdos do Portal da Transparência para linguagem simples, substituindo termos jurídicos e burocráticos por explicações diretas, curtas e acessíveis.
A iniciativa dá continuidade ao projeto do novo portal, que garantiu à Casa o índice de 100% em transparência e o segundo Selo Diamante do Programa Nacional de Transparência Pública. A adoção da linguagem simples também permitirá a inscrição do portal no Atlas da Inovação em Comunicação Pública, do PNUD.
Texto mais claro e focado no cidadão
Com a mudança, o Portal da Transparência deixa de priorizar apenas fundamentos legais e passa a explicar como cada processo funciona na prática. O conteúdo ganha frases curtas, tópicos e abordagem orientada ao entendimento do público.
A disponibilização de arquivos filtráveis e editáveis foi outro avanço que contribuiu para elevar em 4,68% o índice de transparência, posicionando a Alep como o Parlamento estadual mais transparente do Brasil em 2025.
Segundo a consultora Patrícia Matuchewski, responsável pelo projeto, a clareza é parte essencial da transparência:
“Alcançamos 100% na avaliação, mas queremos ir além. Não adianta divulgar informações se a população não entende. Para ser transparente de verdade, o portal precisa usar linguagem simples.”

Exemplo de transformação
O tema Licitações ganhou uma nova explicação. Antes, era apresentado em texto técnico e jurídico. Agora, traz pontos claros sobre transparência, cumprimento da lei, economicidade e igualdade entre fornecedores — conceitos apresentados sem jargões e com foco no entendimento do cidadão.
Reconhecimento internacional
O Atlas da Inovação em Comunicação Pública, iniciativa do PNUD, identifica práticas que aproximam instituições da sociedade, especialmente de grupos historicamente excluídos. A atualização do portal coloca a Alep em posição de destaque para integrar esse mapeamento global.
“Participar do Atlas reforça nosso compromisso com a transparência e a comunicação acessível”, destacou Matuchewski.