
Um ataque envolvendo um cão da raça pitbull resultou na morte de um shih-tzu e deixou um idoso ferido durante uma confraternização de Natal, na quinta-feira (25), no bairro São Braz, Distrito de São Cristóvão, em União da Vitória. A ocorrência causou forte repercussão entre moradores da região.
De acordo com familiares, o pitbull teria pulado o muro de uma residência vizinha e avançado contra o animal de estimação da casa. O shih-tzu, que convivia com a família há mais de nove anos, sofreu ferimentos graves e morreu no local.
Ao tentar intervir e proteger o cão, um homem de 81 anos acabou sendo atacado e teve ferimentos pelo corpo. O episódio só foi interrompido após a ação de vizinhos, que auxiliaram no socorro às vítimas.
A família afirma estar indignada com a postura do tutor do pitbull. Segundo o relato, o responsável pelo animal não teria adotado nenhuma medida para conter o ataque e, após o ocorrido, ainda teria ameaçado processar os moradores, alegando que o cão teria sido ferido durante a tentativa de salvar o shih-tzu.
Ainda conforme os familiares, foram feitas ligações para a polícia, porém não houve atendimento imediato e nenhuma ocorrência havia sido registrada até o momento.
Abalada, a filha do casal destacou a perda do animal e a preocupação com o estado de saúde do pai. Ela relatou que o shih-tzu era criado com carinho por um casal de idosos e que, além da morte do cachorro, o episódio deixou marcas físicas e emocionais na família.
A discussão sobre a raça pitbull já foi abordada em reportagem exibida pelo canal do jornal O Comércio, que ouviu Diego Fleitux e Soiane Rudnicki, proprietários da Clã Dog House, empresa especializada no atendimento de cães. Na matéria, foi destacada a legislação aprovada em Santa Catarina em meados de 2025, que proíbe a criação e a venda de pitbulls e raças derivadas, estabelece a castração obrigatória a partir dos seis meses de idade e determina o uso de guia e focinheira em locais públicos. O descumprimento pode resultar em multa de R$ 5 mil e até na apreensão do animal.
ASSISTA ABAIXO
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade dos tutores e a necessidade de adoção de medidas de segurança para prevenir ataques em áreas residenciais.