A cidade de Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, foi impactada por um incêndio de grandes proporções que atingiu o tradicional Colégio Marista Santa Maria na noite desta sexta-feira, 26.
O fogo começou por volta das 19h30 no prédio localizado na Rua Floriano Peixoto, uma edificação histórica que completou 120 anos de fundação em fevereiro deste ano. As chamas e a intensa fumaça puderam ser vistas de diferentes pontos da cidade, causando apreensão entre moradores.

O combate ao incêndio mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio da Brigada Militar, do Samu e da Defesa Civil, em uma operação que se estendeu por mais de três horas. Por medida de segurança, prédios vizinhos foram evacuados e o trânsito nas proximidades foi totalmente interditado, permitindo o acesso das viaturas e caminhões-pipa ao local.
Segurança e apuração das causas
Em nota oficial, a direção do colégio informou que, em razão do recesso de fim de ano, não havia estudantes nem funcionários no prédio no momento em que o incêndio teve início. A instituição ressaltou que a segurança da comunidade escolar é prioridade e afirmou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela perícia, que irá apurar as causas do sinistro.
O prefeito de Santa Maria, Rodrigo Decimo (PSD), também se manifestou nas redes sociais, assegurando que toda a estrutura do município foi mobilizada para prestar apoio. Após o controle das chamas, os bombeiros deram início ao trabalho de rescaldo, com inspeção detalhada nos andares superiores para eliminar focos remanescentes e avaliar riscos de desabamento, especialmente em partes do forro e da fachada histórica.

Valor histórico e impacto cultural
Mais do que os danos materiais, o incêndio atingiu um dos principais símbolos educacionais e arquitetônicos de Santa Maria. O prédio do Colégio Marista possui grande valor histórico e faz parte da identidade do centro da cidade. Nas redes sociais, ex-alunos e moradores lamentaram o ocorrido, destacando o papel da instituição na formação de gerações ao longo de mais de um século.
Até o momento, não há um levantamento oficial sobre a extensão dos prejuízos em salas de aula e laboratórios. A área segue isolada para garantir a segurança, enquanto se aguarda o laudo técnico da perícia, que deve indicar se o incêndio teve origem em falhas na rede elétrica ou em outros fatores.
