Projetos sobre segurança em trilhas andam na Assembleia após caso no Pico Paraná

Propostas de segurança em trilhas criam sistema estadual, pontos de encontro e ações educativas

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Atualizado há 2 meses

A segurança em trilhas no Paraná entrou no centro do debate legislativo após o desaparecimento de um jovem no Pico Paraná, no início de 2026. Deputados estaduais apresentaram dois projetos de lei durante o recesso parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná, com foco na proteção de trilheiros e montanhistas.

As propostas preveem sinalização adequada, classificação do grau de dificuldade das trilhas, criação de pontos de encontro e um sistema estadual de informações. A tramitação deve começar em fevereiro, com a retomada das atividades legislativas.

Caso no Pico Paraná impulsiona debate

O tema ganhou repercussão nacional após um jovem de 20 anos desaparecer no Pico Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba. O resgate mobilizou bombeiros, voluntários e servidores ambientais, evidenciando falhas na orientação e na estrutura de apoio aos visitantes.

O episódio reforçou a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança em trilhas no Paraná, especialmente em áreas de difícil acesso e grande fluxo turístico.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Sistema estadual e campanhas educativas

Um dos projetos cria o Sistema Estadual de Informação e Orientação ao Usuário de Trilhas e Montanhas, com dados sobre tempo de percurso, riscos, clima e contatos de emergência. A gestão ficaria a cargo do Instituto Água e Terra, em parceria com o Corpo de Bombeiros e entidades civis.

A proposta também institui a Semana Estadual de Conscientização e Segurança em Atividades de Aventura, com ações educativas previstas para a primeira semana de janeiro.

Pontos de encontro nas trilhas

Outro projeto propõe a Política Estadual de Segurança em Trilhas e a criação de Pontos de Encontro Sustentáveis. Os locais terão sinalização visível, mapas, água potável e kits de primeiros socorros, com soluções de baixo impacto ambiental.

Segundo o autor, a medida pode reduzir significativamente o tempo de busca e salvamento, fortalecendo a segurança em trilhas no Paraná sem gerar novas despesas obrigatórias ao Executivo.

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