A prefeitura de União da Vitória divulgou no final da manhã desta terça-feira, 20, uma nota sobre a morte da jovem Brenda Rodrigues nesta segunda-feira, 19. A família da adolescente aponta negligência no atendimento médico recebido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município antes da internação hospitalar.
Confira a nota da íntegra:
Nota Oficial – Atendimento na UPA de União da Vitória
A Prefeitura de União da Vitória manifesta sua solidariedade e profundo pesar à família e aos amigos da paciente que veio a óbito na segunda-feira, dia 19, após atendimento inicial na UPA do município e posterior internação em hospital da rede privada.
A administração da UPA é realizada por empresa terceirizada desde 2022, contratada por meio de edital de chamamento público, sendo esta responsável pela gestão da unidade e pela contratação dos profissionais médicos.
Diante dos fatos, o Município informa que deu início a processo administrativo para averiguar os serviços prestados pela empresa responsável pela gestão da UPA, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias relacionadas ao atendimento prestado à paciente.
Compete ao Município a condução desse processo administrativo no âmbito do contrato de gestão, visando apurar eventuais falhas e adotar as providências cabíveis, conforme previsto na legislação vigente e nos instrumentos contratuais.
A Prefeitura esclarece, ainda, que a apuração técnica e a investigação do caso clínico competem aos órgãos competentes, que possuem autonomia para analisar a conduta médica e assistencial, bem como os demais aspectos envolvidos.
O Município permanece à disposição das autoridades para colaborar com todas as informações necessárias e reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade na gestão da saúde pública e a melhoria contínua dos serviços prestados à população.
O caso gerou grande comoção. Vários foram os comentários nas redes sociais:
“Não é só concluir uma faculdade de medicina e se dizer médico.E ter a capacidade de pelo menos entender as queixas do paciente Não consigo entender como contratam um profissional desse,que não sabe auscultar pulmões, que segundos relatos era possível perceber os ruídos quando a Brenda tentava respirar e como de fato foi confirmado quando deu entrada ao hospital. Lamentável isso.E agora quantas mais pessoas vão perecer por causa dessa brincadeira de ser médico. Va em paz minha sobrinha que Deus conforte nossos corações. E que seja responsabilizada essa profissional que contribuiu para interromper a trajetória de uma adolescente que almejava uma vida de sucesso”.
“Infelizmente tivemos uma experiência semelhante com meu pai, os médicos da UPA não estão preparados para fazer o diagnóstico correto, levamos meu pai com sinais visíveis de infarto, porém a médica que atendeu ele falou, se ele tivesse que infartar já tinha infartado, resultado 12 horas depois meu pai infarto vindo a óbito, é revoltante, buscamos socorro médico na esperança de encontrar ajuda, solução e o resultado é completamente o contrário, nossa triste realidade “
Família denuncia negligência após morte de adolescente de 17 anos