Em menos de dois anos, o Áspide Tecnológico já permitiu a apreensão de quase 80 toneladas de drogas e cerca de 7 milhões de maços de cigarros. O resultado é fruto da parceria entre a Itaipu Binacional, o Itaipu Parquetec e a Polícia Federal.
A iniciativa aposta no uso de tecnologia e inteligência para o combate ao crime organizado na fronteira entre Brasil e Paraguai. O projeto integra ações do governo federal voltadas ao fortalecimento da segurança pública e já resultou em mais de 250 operações realizadas entre dezembro de 2023 e outubro de 2025.
Tecnologia no combate ao crime
Com duração estimada em 60 meses, o Áspide Tecnológico conta com investimento da Itaipu para aquisição de drones, câmeras e sistemas avançados de monitoramento, que auxiliam diretamente as operações da Polícia Federal.
Os equipamentos estão instalados em Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel, Guaíra e Curitiba, no Paraná, além de Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Até agora, já foram aplicados R$ 4 milhões dos quase R$ 23 milhões previstos até dezembro de 2028.
Prejuízo milionário às organizações criminosas
As apreensões representam um prejuízo estimado em R$ 140 milhões ao crime organizado. Foram retirados de circulação 79.664 quilos de drogas, quase 7 milhões de maços de cigarros, 31.650 unidades de cigarros eletrônicos, 15 armas de fogo, além da desativação de uma fábrica clandestina de cigarros paraguaios em Ourinhos (SP).
Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, a parceria reforça a atuação do Estado. “São investimentos em tecnologia, inteligência e estratégia para atingir diretamente as fontes de renda das organizações criminosas, como o tráfico e o contrabando”, afirmou.
Investimentos em segurança pública
O Áspide Tecnológico integra um conjunto de investimentos da Itaipu em segurança pública que somam R$ 205 milhões desde 2023. Os recursos contemplam viaturas e embarcações blindadas, construção e modernização de estruturas policiais, além de tecnologias de monitoramento da fronteira e do Lago de Itaipu.
A Itaipu mantém parcerias há mais de 20 anos com órgãos de segurança que atuam na região de fronteira e na área de influência da usina, incluindo Marinha, Exército, Receita Federal e polícias Civil, Militar e Federal.








