Leis ampliam direitos da fibromialgia no Paraná e no Brasil

Reconhecimento da fibromialgia como deficiência garante atendimento prioritário e fortalece políticas públicas inclusivas.

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Atualizado há 4 semanas

Entrou em vigor, em janeiro de 2025, a Lei Federal nº 15.176/2025, que padroniza e amplia os direitos da fibromialgia em todo o Brasil. A legislação reconhece a condição como deficiência, mediante avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional, e estabelece diretrizes para atendimento integral no Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova lei busca promover inclusão social, autonomia e participação plena das pessoas com fibromialgia, além de orientar políticas públicas específicas voltadas à qualidade de vida dos pacientes.

Paraná já reconhecia a fibromialgia como deficiência

No Paraná, o reconhecimento da fibromialgia como deficiência já ocorre desde 2024, com a Lei nº 22.278/2024. A norma garante às pessoas com fibromialgia os mesmos direitos assegurados às pessoas com deficiência, reforçando os direitos da fibromialgia no âmbito estadual.

Outras legislações complementam esse avanço. A Lei nº 22.169/2024 instituiu a campanha permanente de proteção dos direitos da pessoa com fibromialgia, incentivando atendimento multidisciplinar, pesquisa científica, estudos epidemiológicos e a inserção no mercado de trabalho.

Arte: Reumatominas-reprodução
Arte: Reumatominas-reprodução

Atendimento prioritário e datas de conscientização

A Lei nº 22.755/2025 ampliou o atendimento prioritário em órgãos públicos e estabelecimentos comerciais para pessoas com deficiência, fibromialgia ou doenças graves. Já a Lei nº 18.866/2016 instituiu o Dia Estadual da Fibromialgia, celebrado em 12 de maio.

No Brasil, a data também marca o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia, criado pela Lei nº 14.233/2021. Além disso, o tema integra as ações do Fevereiro Roxo, campanha voltada à conscientização sobre doenças crônicas.

Projetos ampliam garantias no Estado

Tramitam na Assembleia Legislativa do Paraná propostas que ampliam ainda mais os direitos. Entre elas, projetos que preveem a criação de carteira de identificação para pessoas com fibromialgia, uso do símbolo da borboleta roxa em atendimentos preferenciais e benefícios em eventos esportivos.

Audiências públicas e novas proposições também discutem acesso a terapias, exames preventivos e atividades físicas adaptadas, reforçando a construção de políticas públicas inclusivas.

O que é a fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas e emocionais. O diagnóstico é clínico e segue critérios definidos pela Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Segundo a entidade, a fibromialgia afeta cerca de 2% a 3% da população brasileira, com maior incidência em mulheres entre 30 e 50 anos, embora possa atingir pessoas de todas as idades.

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