Menina morre anos depois de começar luta contra câncer raro

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Atualizado há 8 meses

Morreu nesta segunda-feira, 2, a pequena Júlia Soares Teixeira da Silva, que em novembro do ano passado fez 7 anos.

Ela lutava contra um câncer há pelo menos três anos.

“Com o coração em pedaços venho informar que a Nossa Princesa descansou”, postou a mãe, Taiane, nas redes sociais. A mãe havia postado recentemente que estava tentando manter a calma e não se desesperar, mas que a situação era delicada. “Ela já é um milagre, teve várias intercorrências na cirurgia dela”, contou.

Julia passou por várias cirurgias. Somente em uma delas foram retirados seis tumores. Ela sofria de um tipo raro de câncer chamado carcinoma de adrenal. Além de raro, o câncer é agressivo e surge no córtex da glândula suprarrenal. Segundo a mãe, esse câncer atinge uma em um milhão de pessoas.

“Não existem estudos ainda comprovados, um tratamento específico que traga 100% de cura”, explica.

Por isso, um novo protocolo foi adotado em novembro do ano passado, logo após o aniversário de sete ano de Julia.

O protocolo a deixou bastante debilitada e ofereceu pouca resposta. No começo deste ano, ela entrou em tratamento paliativo porque os médicos informaram que não havia mais um protocolo a ser oferecido para ela.

“Um dia de cada vez a gente vive um milagre com ela”, disse a mãe aos prantos.
Julia estava internada no Hospital Erastinho, em Curitiba. No final de janeiro os médicos informaram que ela seria liberada para retornar para casa em meados de fevereiro.
“Pra nos mantermos aqui é um custo alto e só estamos aqui porque temos ajuda (uma vakinha foi criada)”, contou Taiane. Os detalhes do velório e sepultamento ainda não foram publicados.

DESPEDIDA

Realizando um desejo de Julia, a família a levou neste domingo, dia 1º, para o litoral. A criança, contudo, passou mal e a família embarcou de volta para Curitiba.

No meio do caminho, parou em um posto da Polícia Rodoviária Federal, em Garuva, pedindo ajuda para abrir caminho na BR-101, que estava com trânsito lento.

Eles se surpreenderam com o atendimento dos policiais, que solicitaram o helicóptero da corporação.

Em pouco tempo, a aeronave levou a menina para Curitiba e a entregou nas mãos dos médicos. Infelizmente, contudo, Julia não resistiria e morreria horas depois.

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