O aumento repentino da mama esquerda fez a influenciadora Evelin Camargo descobrir um câncer relacionado ao silicone. Na terça-feira, 03, ela usou as redes sociais para compartilhar com os seguidores o relato de seu diagnóstico: um Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado a Implantes Mamários, conhecido como BIA-ALCL.
“É extremamente raro, eu nunca tinha ouvido falar, mas isso aconteceu comigo”, contou a influenciadora. No vídeo, ela relata que colocou a prótese de silicone em 2019. No final do ano passado, entretanto, apareceram os sintomas. “Quem me acompanha viu que eu tive um aumento de mama repentino, do dia para noite. O meu seio esquerdo quase triplicou de tamanho”.

Evelin procurou atendimento médico. De início, a suspeita era de que o implante tivesse rompido. Após uma ressonância magnética, a equipe que cuidava do caso descobriu que o silicone estava intacto, mas que havia líquido em volta da prótese.
O médico recomendou uma bateria de exames, entre eles a imunohistoquímica (IHQ), que acusou o linfoma. O tratamento, de acordo com Evelin, na maioria dos casos é a retirada do silicone. Como o linfoma da influenciadora foi detectado somente na prótese, ela também passará pelo explante.
Evelin alertou os seguidores sobre a importância de estar atento com a própria saúde. “Eu resolvi gravar isso para vocês entenderem o que está acontecendo, mas também para ficar como um alerta. Não é para fazer um terror do tipo tirem as suas próteses, nunca mais coloquem prótese de silicone, mas para vocês fazerem acompanhamento, fazer ultrassom. Qualquer coisa anormal que aconteça, inchou o peito do nada em vocês terem passado por nada diferente, procurem um médico. Eu tenho certeza que a gente só conseguiu fazer isso tudo, e identificar tão rápido, porque no primeiro dia que o meu peito inchou, eu já fui para o hospital, eu fiquei internada no hospital, consegui fazer os exames e todo mundo seguiu o protocolo”.

BIA-ALCL não é um câncer de mama
Segundo a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), o BIA-ALCL se trata de um câncer no sistema imunológico, e não um câncer de mama. Atualmente, o risco de desenvolver o linfoma ao longo da vida é estimado entre 1 em 2.207 e 1 em 86.029 para mulheres com implantes texturizados, com base nos casos confirmados e dados de vendas desse tipo de implante nas últimas décadas.
A ASPS indica que os sintomas mais comuns são aumento da mama, dor, assimetria, nódulo na mama ou axila, erupção cutânea sobre a mama, endurecimento da mama ou acúmulo de líquido.
Geralmente os sintomas aparecem um ano após o implante, podendo aparecer, também, entre 8 a 10 anos após a cirurgia.