A proposta que trata das mudanças climáticas nas escolas está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná. O projeto, apresentado pelos deputados Alexandre Curi e Gugu Bueno (PSD), institui um programa estadual para enfrentar emergências climáticas nas redes pública e privada de ensino.
A iniciativa busca reduzir impactos de eventos extremos e garantir mais segurança, conforto e bem-estar à comunidade escolar.
O que prevê o projeto
O texto define como emergências climáticas situações como ondas de calor intenso, chuvas severas, tempestades, piora da qualidade do ar ou da água e outros fenômenos que afetem a rotina escolar.
Entre as medidas previstas estão:
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Adequação da estrutura física das escolas para conforto térmico e segurança;
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Criação de protocolos de enfrentamento e planos de contingência;
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Capacitação de alunos e servidores para situações de risco;
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Revisão de sistemas de climatização e isolamento térmico;
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Instalação de fontes de energia renovável.
O programa de mudanças climáticas nas escolas também prevê arborização com espécies nativas, captação de água da chuva, garantia de abastecimento de água potável e melhorias no tratamento sanitário.

Educação e prevenção
Além da infraestrutura, o projeto propõe incluir o tema no projeto pedagógico das unidades. A ideia é fortalecer a educação ambiental e preparar estudantes para lidar com situações de emergência.
Quando possível, as escolas poderão ser adaptadas para funcionar como abrigos em casos de desastres.
A implementação será gradual, com prioridade para unidades mais vulneráveis. O texto também autoriza parcerias com prefeituras e organizações da sociedade civil.
Resposta à realidade do Paraná
Segundo os parlamentares, a proposta responde ao aumento da frequência e intensidade de eventos extremos no Estado, como tempestades severas e tornados.
Estudos nacionais citados na justificativa indicam que fenômenos climáticos já interromperam aulas de mais de 1 milhão de estudantes no Brasil, ampliando desigualdades educacionais.
Com o avanço do debate, o projeto reforça a necessidade de políticas públicas estruturadas para enfrentar as mudanças climáticas nas escolas, protegendo alunos, professores e servidores.