Gustavo Danielski, de 29 anos, morador de Itaiópolis, apontado como autor do feminicídio registrado em Rio Negrinho, na localidade de Volta Grande, permanece internado sob custódia policial.
Ele é acusado de matar a ex-companheira, Pricila Maria Dolla Gomes, de 37 anos, e, em seguida, tentar tirar a própria vida. Atualmente, está hospitalizado em Mafra.
De acordo com o delegado Rubens Passos de Freitas, o estado de saúde do suspeito é estável. Na tarde de quarta-feira, 18, ele passou por uma cirurgia para retirada de um coágulo na cabeça.
Após o procedimento, foi implantado um dreno na região, e o paciente foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O homem foi preso em flagrante e segue sob guarda policial, com restrição de visitas, inclusive de familiares.
Assim que apresentar condições clínicas adequadas, deverá prestar depoimento oficial à Polícia Civil.
Paralelamente, as investigações continuam com a oitiva de testemunhas para esclarecer o contexto do relacionamento do casal, que, conforme informações preliminares, teria durado cerca de seis meses.
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de segunda-feira, 16, no distrito de Volta Grande, interior de Rio Negrinho. Pricila foi morta a tiros dentro da própria residência. Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina, o suspeito não aceitava o fim recente do relacionamento.
Relatos de pessoas próximas indicam que a irmã do investigado teria alertado uma amiga da vítima sobre a intenção dele de cometer o crime e, posteriormente, atentar contra a própria vida.
A informação teria sido repassada à mãe de Pricila, que mora em uma propriedade vizinha. Ao chegar à casa da filha, a mãe encontrou a vítima já sem vida e o autor ferido.
O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e confirmou que a mulher foi atingida por dois disparos na região do tórax, com óbito constatado no local.
O suspeito foi encontrado sentado, consciente, porém desorientado, com ferimento na cabeça. Após receber os primeiros atendimentos, foi encaminhado inicialmente à Fundação Hospitalar de Rio Negrinho.
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Pricila Dolla, de 37 anos, foi sepultada na quarta-feira, 18.
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