Atleta tetraplégico no Paraná realiza procedimento com proteína polilaminina

Compsto experimental aplicado a atleta paranaense com lesão medular representa avanço ainda em estudo e desperta expectativas médicas e familiares

·
Atualizado há 7 meses

Foto: Arquivo pessoal

No último sábado (21), um procedimento experimental com a proteína polilaminina foi realizado em um atleta paranaense tetraplégico no oeste do estado, em uma iniciativa que reúne pesquisa científica e cuidados médicos especializados. A intervenção ocorreu no Hospital Unimed Foz, em Foz do Iguaçu (PR), e marca um momento de atenção sobre essa tecnologia ainda em fase de testes no Brasil.

O jogador, natural de Palotina, de 27 anos, ficou tetraplégico após um acidente de trânsito em 2025, quando sofreu fraturas na coluna e lesões na medula espinhal e, desde então, perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Ele já atuou como atleta profissional de vôlei na equipe do Suzano Vôlei (SP) antes do acidente.

A polilaminina é um composto criado em laboratório a partir da proteína laminina, que ocorre naturalmente no corpo humano e desempenha papel importante na organização dos tecidos e no desenvolvimento celular. Pesquisas indicam que ela pode atuar no ambiente da lesão medular, favorecendo a formação de uma matriz que estimula a regeneração de fibras nervosas danificadas pelo trauma.

O procedimento foi conduzido pelos neurocirurgiões Bruno Cortes e João Elias El Sarraf junto com o pesquisador médico Artur Luiz, integrando uma equipe envolvida nos estudos sobre a substância. O atleta recebeu a aplicação da polilaminina em um ato considerado inovador no estado.

Segundo relatos, a aplicação foi bem-sucedida e representou um momento de expectativa para a recuperação motora do paciente, que compartilhou a emoção de participar de um tratamento que ainda está em fase de pesquisa e não é garantido como terapia definitiva.

A pesquisa que permitiu esse tipo de aplicação é liderada pela cientista Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e vem sendo desenvolvida há décadas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de um estudo clínico formal nos próximos meses, no qual a segurança e possíveis efeitos da polilaminina serão avaliados de forma controlada.

Especialistas em medicina regenerativa e familiares do atleta consideram o procedimento um marco promissor, ainda que enfatizem que os avanços científicos precisam ser validados por meio dos ensaios clínicos regulamentados, que poderão levar anos até que, eventualmente, o tratamento esteja disponível de forma ampla.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!