FAEP pede R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27

Entidades do agro encaminham propostas do Plano Safra 2026/27 com foco em crédito, seguro rural e gestão de riscos.

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Atualizado há 4 horas

FAEP pede R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27

O Sistema FAEP, em conjunto com entidades do setor produtivo paranaense, defende que o Plano Safra 2026/27 contemple recursos de R$ 670 bilhões para financiar a próxima temporada agrícola. A proposta foi encaminhada nesta quarta-feira (4) aos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Do total solicitado para o Plano Safra 2026/27, R$ 486,3 bilhões seriam destinados a programas de custeio e comercialização, enquanto R$ 183,7 bilhões iriam para investimentos no setor agropecuário.

O documento foi elaborado a partir de estudos técnicos e contribuições dos sindicatos rurais do Paraná. Participaram da construção das propostas o Sistema FAEP, a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).

Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o Plano Safra 2026/27 é essencial para garantir previsibilidade ao setor.

“Estamos diante de um cenário desafiador, com custos de produção pressionados. Por isso defendemos volume adequado de recursos, taxas compatíveis com a realidade do produtor e fortalecimento dos instrumentos de gestão de risco”, afirmou.


Recursos para custeio e comercialização

Dentro do montante previsto para custeio e comercialização, as entidades sugerem:

  • R$ 50 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);

  • R$ 70 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);

  • R$ 366,3 bilhões para os demais produtores.

Também foi solicitado aumento do limite de contratação anual para R$ 4,5 milhões por produtor e ampliação do limite de custeio de atividades integradas como avicultura, suinocultura e piscicultura, que passaria de R$ 240 mil para R$ 400 mil.


Ampliação de investimentos no campo

Para os R$ 183,7 bilhões destinados a investimentos, o documento propõe reforço em programas estratégicos do Plano Safra 2026/27.

Entre as medidas estão:

  • Ampliação do RenovAgro de R$ 8,15 bilhões para R$ 9 bilhões;

  • Aumento do Pronamp Investimento de R$ 10,2 bilhões para R$ 15 bilhões, incluindo turismo rural;

  • Elevação dos recursos do Moderagro e Inovagro para R$ 7 bilhões.

Outro pedido é o aumento dos recursos do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) de R$ 8,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões, além da ampliação do limite de crédito e inclusão de armazenagem frigorificada.


Juros e gestão de riscos

As entidades defendem que o Plano Safra 2026/27 tenha juros máximos de 10,5%, variando conforme a linha de financiamento. No caso do Pronamp, o pedido é de taxa de 7% ao ano.

O documento também propõe fortalecimento do seguro rural, com destinação de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A ideia é ampliar a proteção das lavouras diante de eventos climáticos adversos.

Além disso, as entidades sugerem melhorias no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e medidas para evitar contingenciamento dos recursos do seguro rural.

Segundo Meneguette, a adoção dessas medidas será decisiva para garantir segurança e crescimento ao setor. “A não adoção dessas diretrizes pode comprometer o desenvolvimento e o crescimento do agronegócio brasileiro”, reforçou.

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