
O prefeito de Irineópolis, Juliano Pozzi Pereira, confirmou em pronunciamento nas redes sociais oficiais do município que a Prefeitura foi vítima de um golpe cibernético que resultou no desvio de mais de R$ 534 mil das contas mantidas junto à Caixa Econômica Federal. O caso ocorreu no mês de janeiro e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Na gravação divulgada pela administração municipal, o prefeito explicou que a prefeitura vinha sendo alvo de diferentes tentativas de fraude digital, situação comum também entre cidadãos que sofrem golpes pela internet.
“Todo dia estão tentando aplicar golpes e infelizmente, depois de muitas tentativas aqui na prefeitura, no mês de janeiro aconteceu de cairmos em um golpe”, afirmou.
Segundo ele, R$ 534.190 foram transferidos indevidamente após criminosos conseguirem acessar as contas bancárias do município. Os valores teriam sido enviados para empresas localizadas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
“Esses valores foram transferidos para pessoas jurídicas localizadas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Uma manicure, uma lavação de carros e duas lojas de materiais de construção”, relatou o prefeito.
Pozzi Pereira destacou que ainda não se sabe exatamente como ocorreu o acesso às contas, informação que está sendo apurada pelas autoridades policiais.
“Como isso aconteceu? Estamos investigando. A Polícia Civil está investigando”, disse.
O prefeito também comentou que as transferências ocorreram em valores elevados, sem bloqueios prévios no sistema bancário.
“Infelizmente, na Caixa Econômica foi muito fácil para esses golpistas transferirem quantias de R$ 90 mil, R$ 200 mil e R$ 190 mil sem nenhuma interferência”, afirmou.
Apesar do prejuízo financeiro, o chefe do Executivo municipal garantiu que o golpe não comprometerá os serviços públicos nem os investimentos previstos pela prefeitura.
“Isso não vai afetar em nada o nosso dia a dia de atendimento à população e os investimentos que nós temos programados”, declarou.
A investigação é conduzida pelo delegado Samir Rodrigues, da Polícia Civil, que confirmou que diligências estão em andamento para identificar os responsáveis pelo desvio dos recursos públicos. O caso segue sob sigilo.
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