A possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros ganha força em todo o país e pode se concretizar a partir de quinta-feira (19), dependendo do desfecho das negociações com o governo federal. A mobilização envolve entidades representativas da categoria, entre elas a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), presidida por Wallace Landim.
O movimento ocorre em meio à insatisfação com o aumento recente do diesel, anunciado pela Petrobras, que impacta diretamente os custos do transporte rodoviário de cargas.
De acordo com Landim, a adesão ao movimento é expressiva entre as lideranças do setor, que relatam dificuldades para manter a atividade diante da alta dos insumos. Ele reforça que a mobilização não tem caráter político, mas reflete a situação econômica enfrentada pelos profissionais. “Hoje, muitos caminhoneiros operam sem margem, com dificuldade para cobrir os próprios custos”, afirmou.
Em resposta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas como a isenção de tributos federais sobre o diesel e a criação de um programa de apoio para reduzir os efeitos da valorização do petróleo no mercado internacional, cenário influenciado pela Guerra na Ucrânia.
Apesar das iniciativas, representantes da categoria consideram que as ações são limitadas e defendem mudanças mais amplas, como a revisão da política de frete mínimo e a redução de custos operacionais.
A possível paralisação reacende o alerta para impactos logísticos em escala nacional, a exemplo do que ocorreu durante a Greve dos caminhoneiros de 2018, quando houve desabastecimento em diferentes regiões. A definição sobre o movimento deve ocorrer nos próximos dias.