Faleceu na terça-feira, 24, Arlete Caramês, aos 82 anos. Nascida em Porto União, ela foi vereadora de Curitiba e deputada estadual pelo Paraná no início dos anos 2000.

Arlete se tornou um símbolo no ativismo a respeito de desaparecidos. Em julho de 1991, o filho da porto-unionense, Guilherme Caramês Tiburtius, desapareceu enquanto brincava de bicicleta no Jardim Social, em Curitiba. Ele tinha 08 anos.
Arlete morreu sem nunca descobrir o paradeiro do filho.

Um ano após o desaparecimento, Arlete fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), ONG voltada à prevenção e localização de crianças desaparecidas.
Foi seu ativismo que contribuiu para a criação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas do Paraná (Sicride), em 1995. O órgão permanece em atividade até hoje, e é considerado a primeira e única estrutura do país dedicada exclusivamente ao desaparecimento de crianças e adolescentes.
Arlete faleceu em Curitiba, em um hospital em que estava internada após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico.
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) emitiu nota lamentando a morte de Arlete. Confira:
A Assembleia Legislativa do Paraná lamenta profundamente o falecimento da ex-deputada estadual Arlete Caramês, ocorrido nesta terça-feira (24), aos 82 anos.
Arlete teve uma trajetória marcada pela defesa das crianças e pelo apoio às famílias de menores desaparecidos. Após o desaparecimento de seu filho, Guilherme Caramês Tiburtius, em 1991, transformou a dor pessoal em mobilização social, tornando-se uma das principais referências nacionais na luta por crianças desaparecidas.
Eleita vereadora de Curitiba em 2000 e deputada estadual em 2002, Arlete também ocupou o cargo de 3ª vice-presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, mantendo no Parlamento a defesa dos direitos da infância como uma de suas principais bandeiras.
A Assembleia manifesta solidariedade aos familiares, amigos e a todos que foram impactados por sua história de luta e dedicação.