Mapa do Feminicídio é apresentado a mais de 130 emissoras de rádio de SC

Iniciativa da ACAERT levou à divulgação da ferramenta elaborada e lançada pelo MPSC para todas as regiões do estado.

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Atualizado há 6 meses

(Foto: Cristiano Andujar).

O Mapa do Feminicídio foi apresentado nesta segunda-feira (30/3) para 134 emissoras de rádio no programa Coletiva ACAERT, promovido pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão. A iniciativa teve o objetivo de levar para cidades do interior de Santa Catarina a ferramenta lançada pelo MPSC para subsidiar a construção de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e acolhimento das vítimas e a atuação dos Promotores de Justiça em todo o estado.

Participaram da entrevista com o jornalista Kadu Reis, da ACAERT, a Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, a Coordenadora-Geral do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), Promotora de Justiça Chimelly Louise Resenes Marcon, e o Coordenador do Escritório de Ciências de Dados Criminais, Promotor de Justiça Simão Baran Junior, responsáveis pela construção do Mapa.

Esta é a primeira vez que o MPSC participa do quadro, que reúne emissoras de rádio de todo o estado para uma entrevista simultânea com participação dos jornalistas representantes das emissoras ao vivo. O programa Coletiva ACAERT é um dos principais espaços de diálogo com a imprensa catarinense, permitindo que temas de interesse público sejam debatidos de forma ampla e acessível à população.

Participaram da ação representantes das seguintes cidades: Abelardo Luz; Balneário Camboriú; Blumenau; Caçador; Caibi; Campos Novos; Canoinhas; Capinzal; Criciúma; Descanso; Dionísio Cerqueira; Florianópolis; Fraiburgo; Garopaba; Guaraciaba; Ibirama; Imbituba; Indaial; Ituporanga; Jacinto Machado; Jaraguá do Sul; Joinville; Lages; Laguna; Lauro Müller; Maravilha; Pinhalzinho; Pomerode; Porto União; Quilombo; Rio do Sul; São Carlos; São Domingos; São João Batista; São Joaquim; São Lourenço do Oeste; São Miguel do Oeste; Sombrio; Tangará; Treze Tílias; Turvo; Urussanga; Videira; Xaxim.

A Procuradora-Geral de Justiça reforçou que o canal foi uma oportunidade de mostrar que existe um instrumento de atuação com dados calibrados para cada localidade de Santa Catarina.

“O Mapa do Feminicídio é só um mapa se ele continuar lá parado no site do MPSC. Agora ele precisa ser um instrumento vivo do Prefeito, do Secretário, da Promotora e do Promotor de Justiça. Ele é uma ferramenta de trabalho, e acho que é importante para todas as mulheres que estiverem nessa situação de violência, de sofrimento, não se fecharem num casulo nem entrarem para os números, que tenham ajuda”, declarou.

(Foto: Cristiano Andujar).

Os Promotores de Justiça Chimelly Marcon e Simão Baran detalharam a confecção do Mapa e os resultados, principalmente sua regionalização.

“Alcançar ouvintes no interior revela a importância desse enfrentamento ao feminicídio como um compromisso social. Colocar o tema em destaque significa também permitir que essas mulheres acessem informação qualificada e percebam rotas de saída para além do aprisionamento de um relacionamento abusivo”, reforçou a Coordenadora-Geral do NEAVIT.

Já o Coordenador do Escritório de Ciências de Dados Criminais do MPSC destacou que um dos grandes motivos de fazer o Mapa é identificar precisamente onde estão essas ocorrências.

“Um dos achados que identificamos é que há uma ocorrência maior de feminicídios em cidades com menos de 15 mil habitantes. Então, é fundamental levar informação para termos essa noção precisa de onde esses feminicídios acontecem, para que a gente possa, com as comunidades locais, entender, discutir e pensar formas de prevenção”, afirmou.

(Foto: Cristiano Andujar).

O jornalista Kadu Reis, que conduziu a entrevista, avaliou que é fundamental a população ter acesso aos dados do Mapa, conhecendo o trabalho inédito produzido pelo MPSC.

“A ACAERT atuou com um pedacinho da ajuda através da comunicação levando essa informação para a frente. Sem dúvida é uma grande honra e um grande orgulho”, disse.

O presidente da ACAERT, Mário Neves, avalia que o lançamento do Mapa do Feminicídio representa um marco importante ao qualificar o debate público com dados consistentes, que revelam a complexidade e os padrões da violência contra a mulher em Santa Catarina.

“Para a radiodifusão catarinense, essa iniciativa reforça ainda mais o nosso compromisso social de informar com responsabilidade, dar visibilidade a uma realidade que muitas vezes permanece silenciada e contribuir para que a sociedade compreenda que o feminicídio é, na maioria das vezes, o desfecho de uma sequência de violências que poderiam ser interrompidas”, afirmou.

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