Encerrou neste sábado, 4, a seis meses das eleições 2026, o prazo para desincompatibilização de cargos eletivos para aqueles que pretendem disputar algum cargo em outubro.
O prazo vale para prefeitos e vereadores que pretendam concorrer a cargo diferente do que ocupam. Governadores, presidente, deputados e senadores que concorrerão a reeleição não precisam renunciar e seguem nos respectivos cargos.
É bem por isso que dois dos principais prefeitos do Planalto Norte renunciaram na semana que passou. Também fechou neste sábado a janela para troca partidária. Quem trocou, trocou, quem não trocou e ocupa cargo eletivo, agora só em março de 2028.
As renúncias mais midiáticas foram dos prefeitos de Canoinhas e Mafra, Juliana Maciel Hoppe (PL) e Emerson Maas (PL), respectivamente.
Ele pediu exoneração do cargo de secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços para tentar retornar à Alesc. Dreveck larga com confortável vantagem, dado o vasto eleitorado formado por São Bento do Sul e Rio Negrinho, sua popularidade e o fato de o prefeito de São Bento, Tomazini (PL) ter declinado de uma candidatura.
Não é o mesmo conforto do qual desfruta Maas. Como candidato do MDB, fazem os cálculos os entendidos, ele precisará de mais de 40 mil votos para se eleger. Vai ter de suar muito e ainda não contará com o amparo de Jorginho Mello (PL) se a previsão de reeleição se concretizar. O MDB declarou apoio a João Rodrigues (PSD), que renunciou à prefeitura de Chapecó para concorrer ao Governo do Estado.
Nesse sentido, Juliana está bem mais confortável. Embora o PL tenha abrigado ao menos 14 nomes de peso na janela partidária, ela sai com boa votação de Canoinhas (tem por dever repetir a votação como candidata a prefeita) e um nome com capilaridade regional, trabalho que ela pretende intensificar nos próximos meses. Se a concorrência interna será acirrada, certamente o PL deve fazer o maior volume de votos, o que automaticamente elege mais deputados. Juliana calcula 30 mil votos, mas como apoia Jorginho, na hipótese bastante factível de reeleição, ela tem boas chances de compor o governo se a eleição não vier.
Suelen não tem um nome regionalizado, mas se diz tranquila com a possibilidade de entrar na Alesc com apenas 22 mil votos, segundo conta do Republicanos. Ela coloca como grande desafio, justamente, ampliar sua popularidade nas cidades da região.
Ainda há de surgir novos nomes, de quem não ocupa cargo político atualmente. A ver.
Suelen fala o que Juliana e Maas repetem. O grande concorrente dos candidatos locais são os para-quedistas, que levam seus 500 ou até mil votos e prejudicam consideravelmente as candidaturas locais. Somente em Porto União, 184 candidatos pegaram votos em 2022. Foi assim nas últimas eleições em outras cidades e o o grande desafio destes nomes é conscientizar as pessoas a votarem em candidatos locais. Votos para eleger os quatro têm, basta o eleitor fazer sua parte.
