FAEP pede prorrogação do imposto sobre fertilizantes

Sistema FAEP cobra do governo federal mais prazo para taxação, diante da menor oferta de fertilizantes e da alta nos custos no campo.

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Atualizado há 6 meses

O Sistema FAEP pediu ao governo federal a prorrogação do prazo para cobrança do imposto sobre fertilizantes e outros insumos essenciais à produção agropecuária. A entidade considera inadequado o início da tributação em um momento de pressão internacional sobre a oferta desses produtos.

Desde 1º de abril, fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas deixaram de ter isenção de PIS e Cofins. A mudança integra a reforma tributária, em vigor desde o começo do ano, e já provoca preocupação entre produtores rurais por causa do impacto direto sobre os custos de produção.

Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a medida ocorre em um cenário desfavorável para o campo. Ele afirma que fatores geopolíticos vêm afetando o abastecimento global de insumos, o que torna ainda mais sensível a cobrança do imposto sobre fertilizantes neste momento.

Foto: Divulgação/FAEP SENAR
Foto: Divulgação/FAEP SENAR

Alta de custos no campo

Com o fim da isenção, a tributação sobre esses insumos passou a ser de 0,925%, podendo chegar a 10%, conforme o regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, o aumento pesa especialmente sobre culturas que dependem mais de tecnologia e adubação, como soja, milho e algodão.

A situação se agrava com a redução das exportações por parte da China e da Rússia, dois dos maiores fornecedores mundiais de fertilizantes. Como o Brasil importa cerca de 85% do volume utilizado no país, qualquer restrição externa afeta preços, oferta e planejamento da produção agrícola.

Foto: Divulgação/FAEP SENAR
Foto: Divulgação/FAEP SENAR

Reflexos na produção e nos alimentos

Para a FAEP, tributar insumos estratégicos significa elevar os custos da atividade antes mesmo do plantio. O efeito, segundo a entidade, pode se espalhar por toda a cadeia produtiva, pressionando a inflação e encarecendo os alimentos para a população.

Meneguette defende que o governo adote uma medida temporária enquanto o mercado internacional seguir instável. Para o Sistema FAEP, suspender ou adiar a cobrança é uma ação estratégica para garantir a continuidade da produção com qualidade, eficiência e menor impacto ao setor.

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