O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na noite de domingo, 12, um texto em uma rede social (Truth Social) atacando o Papa Leão XIV. Na mensagem, Trump diz que o Papa é “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa” e afirma que Robert Francis Prevost só foi eleito pontífice por ser americano.
“Eu não quero um Papa que ache que está tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Eu não quero um Papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que estava enviando enormes quantidades de drogas para os EUA e, pior ainda, esvaziando suas prisões, incluindo assassinos, traficantes e criminosos, para dentro do nosso país. E eu não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos por eu estar fazendo exatamente o que fui eleito, com uma vitória esmagadora, para fazer: reduzir o crime a níveis recordes e criar o maior mercado de ações da história. Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano e acharam que seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, escreveu.
Mais tarde, na mesma rede social, Trump postou uma imagem gerada por Inteligência Artificial em que se coloca como Jesus Cristo.

“Não tenho medo do presidente dos EUA”, rebate Leão XIV
Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa de sua viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”.
Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”
Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira, 23, a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
Falar com força contra a guerra
Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”.
Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump. “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”.