Conselho de Ética analisa denúncias contra Renato Freitas e Arruda

Relatórios sobre quebra de decoro parlamentar preveem sanções e decisões ficam para a próxima sessão

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Atualizado há 5 meses

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) recebeu, nesta terça-feira (28), relatórios sobre denúncias de quebra de decoro parlamentar envolvendo os deputados estaduais Renato Freitas (PT) e Ricardo Arruda (PL). As análises indicam diferentes encaminhamentos, que vão desde suspensão de prerrogativas até arquivamento e censura escrita.

Os pareceres foram apresentados após a fase investigativa dos processos. No entanto, pedidos de vista feitos por parlamentares adiaram a votação das medidas, que agora deve ocorrer na próxima reunião do colegiado.

Reunião ocorreu na manhã desta terça-feira (28), na Sala das Comissões da Assembleia | Foto: Valdir Amaral/Alep
Reunião ocorreu na manhã desta terça-feira (28), na Sala das Comissões da Assembleia | Foto: Valdir Amaral/Alep

Suspensão pode atingir Renato Freitas

Um dos relatórios concluiu que houve quebra de decoro parlamentar em um protesto realizado por Renato Freitas em uma unidade de supermercado, em Curitiba. O relator sugeriu a suspensão das prerrogativas parlamentares do deputado por 30 dias, entendendo que o ato teria gerado tumulto e constrangimento a terceiros.

Segundo o documento, o ambiente comercial em funcionamento não seria adequado para a realização de atos políticos que provoquem paralisação das atividades. A decisão final, no entanto, foi adiada após pedido de vista apresentado durante a sessão.

Outro processo foi arquivado

Em um segundo caso envolvendo Renato Freitas, o relator opinou pelo arquivamento da denúncia. A representação questionava um ato simbólico realizado no plenário, quando o deputado posou com uma gravata suspensa ao redor do pescoço.

O entendimento foi de que não houve provas suficientes para caracterizar violação ética ou ofensa institucional. Assim como nos demais processos, a análise definitiva também ficou para a próxima reunião do Conselho de Ética.

Arruda pode receber censura escrita

Já no caso do deputado Ricardo Arruda, o relatório recomenda a aplicação de censura escrita por declarações feitas durante sessão plenária. A denúncia aponta que o parlamentar utilizou expressão considerada depreciativa ao se referir a uma ministra do Supremo Tribunal Federal.

O relator avaliou que a manifestação ultrapassou os limites da crítica política e feriu normas relacionadas ao respeito institucional. A decisão também foi adiada após novo pedido de vista.

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