O inverno atípico no Sul do Brasil em 2026 já mobiliza meteorologistas e autoridades. A previsão é de que o fenômeno El Niño se forme mais cedo neste ano, influenciando diretamente o comportamento do clima nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Especialistas apontam que há mais de 80% de probabilidade de o fenômeno se estabelecer entre os meses de junho e agosto, período que marca o início do inverno. A tendência é de aumento das chuvas e episódios de frio menos intensos do que o habitual.
Chuvas mais frequentes e risco de temporais
O inverno atípico no Sul do Brasil deve ser marcado por maior frequência de instabilidades, com possibilidade de temporais mais intensos ao longo da estação. Esse padrão climático costuma elevar o risco de enchentes, deslizamentos e transtornos em áreas urbanas e rurais.
Órgãos de monitoramento alertam que o fenômeno não significa necessariamente eventos extremos, mas cria condições mais favoráveis para ocorrências de chuva volumosa e ventos fortes.
Além disso, previsões indicam que o impacto mais significativo pode ocorrer na primavera, quando os volumes de chuva tendem a aumentar de forma ainda mais expressiva na Região Sul.
Temperaturas devem ficar acima da média
Outro efeito esperado é a redução dos períodos prolongados de frio. Modelos climáticos indicam tendência de temperaturas acima da média no Centro-Sul do país durante o inverno, embora ondas de frio ainda possam ocorrer de forma pontual.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, fenômeno que altera a circulação atmosférica e influencia diretamente a distribuição de chuvas e temperaturas em várias regiões do mundo.