A pesquisa sobre javalis promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) segue aberta até o dia 31 de maio para produtores rurais de todo o Paraná. O levantamento busca identificar a presença de javalis e javaporcos nas propriedades rurais e mapear os impactos causados pela espécie invasora no campo.
A iniciativa conta com apoio e articulação do Sistema FAEP e reúne informações diretamente dos produtores para subsidiar políticas públicas mais eficientes de controle e manejo dos animais.

Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a participação dos produtores é fundamental para garantir um diagnóstico mais preciso da situação no campo.
“Essa pesquisa é uma ferramenta estratégica para transformar uma realidade que já impacta diretamente o campo. Quanto maior for a participação dos produtores, mais consistente será o diagnóstico”, afirmou.
Prejuízos causados pelos javalis
Sem predadores naturais no Brasil, os javalis apresentam rápida reprodução e grande capacidade de adaptação. O cruzamento com suínos domésticos também contribui para o crescimento da população de javaporcos.
Os danos provocados pelos animais incluem destruição de lavouras, ataques a rebanhos, degradação ambiental, prejuízos em nascentes e cursos d’água, além de riscos de acidentes.
A preocupação também envolve a área sanitária. Os javalis podem transmitir doenças como Peste Suína Africana (PSA), Peste Suína Clássica (PSC) e Febre Maculosa, colocando em risco a produção agropecuária brasileira.
Pesquisa surgiu no Paraná
A pesquisa sobre javalis teve origem em discussões iniciadas pela Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP. A mobilização levou à criação do Grupo de Trabalho de Javalis do Paraná, em 2020, reunindo instituições como Mapa, Ibama, Exército Brasileiro, Adapar e entidades do setor produtivo.
O Sistema FAEP orienta que produtores que já tenham registrado prejuízos ou avistado os animais respondam ao questionário. Mesmo quem não teve contato direto pode colaborar compartilhando a pesquisa com outros produtores e manejadores autorizados.
Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre deste ano e servirão de base para futuras estratégias de enfrentamento ao avanço da espécie no país.