Violência cresce na periferia e reflete falta de policiais

Dois homicídios foram registrados no domingo em União da Vitória

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Atualizado há 13 anos

Delegacia 01
Policiais civis e militares durante operação bate grades na 4ª SDP

União da Vitória amanheceu assustada com a notícia de dois homicídios registrados no Bairro Cidade Limeira, na zona sul da cidade. As duas ocorrências foram registradas em um espaço de duas horas entre domingo, 30, e esta segunda-feira, 31. Ainda que as polícias Civil e Militar tenham conduta de trabalho irrepreensível e alta taxa de eficiência, o setor vai dando sinais de que está no limite. A Polícia Militar conta com 117 militares para atender toda a região Sul do Paraná (Amsulpar), muito pouco até para uma Companhia Independente.

A 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (2ª CIPM) tem dois pelotões distintos. O 1º Pelotão da PM de União da Vitória é responsável pelo policiamento preventivo e ostensivo no município. É um grupo de policiais militares, devidamente comandados, visando em primeiro plano a prevenção e manutenção da ordem pública. É capaz de dar atendimento nos ilícitos em um curto espaço de tempo. Executa uma cobertura de 24 horas e aplica maior número de policiais nos horários e locais de maior probabilidade de ocorrência e delitos, agindo com o máximo de antecipação.

Já o 2º Pelotão é responsável pelo policiamento preventivo e ostensivo nos municípios de Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Mallet, Paula Freitas, Paulo Frontin e Porto Vitória. Em cada um destes municípios existe um Destacamento Policial Militar onde atuam policiais militares durante todas as horas do dia e da noite, todos os dias da semana. Nos Destacamentos de Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas e Porto Vitória o Comandante também exerce a função de Gestor da Delegacia de Polícia local, por força de Decreto Governamental. Existe na área do 2º Pelotão, uma população estimada pelo IBGE no Censo de 2010 de 85.630 habitantes. A subárea do Pelotão é cortada pela BR-476, BR-153, PR-160, PR-170 e PR-153.

A Polícia Civil, que recebeu elogios da Câmara de Vereadores, entidades de classe e até do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Valdir Rossoni, também sofre com uma estrutura limitada. De agosto de 2012 até a primeira quinzena de março, 12 policiais deixaram União da Vitória. Nenhum dos postos teve reposição por parte da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná. Além dos 12 que estão faltando para o andamento dos serviços básicos, os policiais civis ainda se desdobram administrando a cadeia da 4ª SDP. Enquanto os crimes de homicídio, tráfico de drogas reaparecem em comunidades como o Cidade Limeira, a falta de investigadores, escrivães e até de material de consumo, ofusca o brilho do trabalho da delegacia.

Os policiais estão estressados, no limite de suas forças, trabalhando muito e descansando pouco. A PM está se esfacelando para manter a região segura. A Polícia Civil, que chegou há um índice invejável de 98% de resolução de homicídios, já caiu para 92%. Com todas as dificuldades impostas por uma falta de política séria para o setor, a humilde delegacia de União da Vitória é uma das melhores do Paraná, atuando forte na prisão de traficantes de drogas, homicidas e outros criminosos. Se tivessem estrutura adequada as duas polícias dariam respostas melhores ainda para a nossa sociedade.

Onde falta segurança

Nos bairros de União da Vitória com grande concentração popular a comunidade sente falta de policiamento. Mas não é só. Cruz Machado, General Carneiro e Bituruna, os três maiores municípios depois de União da Vitória, reclamam da falta de delegacias e policiais militares. Até a calma Mallet enfrenta problemas com assaltos, furtos e caça ilegal. Enquanto a ajuda não chega, os policiais enfrentam o crime como podem.

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