Com a confirmação do El Niño, muitas dúvidas surgem sobre os possíveis impactos para Santa Catarina. Segundo o meteorologista Felipe Theodorovitz, da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, o fenômeno é monitorado constantemente por especialistas e seus efeitos podem variar a cada ocorrência.
De acordo com ele, os meteorologistas acompanham diferentes áreas do Oceano Pacífico, sendo a principal delas a chamada região Niño 3.4, localizada na porção central do oceano. É justamente nessa área que são observadas as alterações de temperatura utilizadas como referência para a identificação do fenômeno.
“A temperatura precisa ficar pelo menos meio grau acima da média histórica. Mas isso, sozinho, não confirma o El Niño. A atmosfera também precisa responder a esse aquecimento, e as previsões devem indicar a continuidade dessas condições nos próximos meses”, explica.
Após a confirmação, os especialistas passam a monitorar os possíveis reflexos para diferentes regiões do planeta, incluindo o Sul do Brasil. Em Santa Catarina, historicamente, episódios de El Niño costumam estar associados ao aumento da frequência e da intensidade das chuvas, principalmente entre os meses de setembro e novembro.
No entanto, Felipe destaca que não é possível prever com exatidão quais áreas serão mais afetadas. “Cada El Niño é único. De forma geral, as chuvas costumam ser mais frequentes e intensas no Sul do Brasil, especialmente entre setembro e novembro. Mas ainda não é possível afirmar quais regiões e se Santa Catarina será impactada”, ressalta.
O meteorologista também lembra que eventos como temporais, rajadas de vento e chuvas intensas já fazem parte da climatologia catarinense, independentemente da atuação do El Niño.
Por isso, a principal recomendação é que a população acompanhe os boletins meteorológicos e os alertas emitidos pelos órgãos oficiais. “Ventos de tempestade e chuva intensa são recorrentes em Santa Catarina, então devemos sempre estar preparados”, reforça.
A Defesa Civil de Santa Catarina segue monitorando a evolução do fenômeno e orienta a população a acompanhar as atualizações pelos canais oficiais.