Por Mariana Honesko

Taxistas de Porto União sinalizam positivamente à medida liderada pelo Legislativo. Está em pauta e deve ser levada para discussão no plenário a colocação de tabela para os preços das corridas. O projeto é do vereador Gildo Masselai.
Se a ideia sair do papel, deixam de valer a cobrança indistinta, definida pela vontade de cada taxista e completamente variável. Hoje, um mesmo trajeto – do centro ao bairro São Pedro, por exemplo – pode variar de R$ 10 a mais de R$ 20. A medida substitui, ainda, a tentativa sempre barrada por lei para o uso do taxímetro. “Um taxímetro não comporta na cidade pelo tamanho dela, mas uma tabela sim”, diz Pedro Honesko, taxista há 21 anos. De fato, a confirmação da invalidez do uso é do diretor de arrecadação da prefeitura, Orlando Schimidt. “Cidades com menos de 50 mil habitantes não são obrigadas a ter o equipamento”, lembra.

Em Porto União, cerca de 35 profissionais exploram o serviço e a maioria, assim como Honesko, é favorável a colocação de tabela. Mas, há ressalvas. “Desde que houvesse mais fiscalização da prefeitura”, pontua Milton César do Amaral. A fiscalização existe, conforme Schimidt, mas uma nova reunião deve colocar os “pingos nos is”. “Precisamos acertar com eles algumas condições de postura”, lembra o diretor.
Entre os assuntos, devem ser apontados o uso de uma identificação padrão pelos motoristas, bem como uma nova “marca” aos carros em serviço. A tabela terá destaque principal no encontro. “Os taxistas precisam nos ajudar até a definir os valores justos”, lembra Schimidt. Por enquanto, segue a cobrança mínima da corrida: ninguém chega ao destino por menos de R$ 10.
Os profissionais pedem ainda investimento para a rodoviária – onde há maior concentração de taxistas – e rigor na fiscalização, especialmente no uso de adesivos que identificam os carros.
Quanto custa
Os taxistas precisam cumprir alguns requisitos antes de colocar o carro para rodar. Na prefeitura, o cadastro exige carteira profissional de habilitação e, pela nova legislação, certidão negativa, dos fóruns de União da Vitória e Porto União. A profissão depende ainda de protocolo e do pagamento da taxa do Imposto Sobre Serviço (ISS). Por ano, o investimento alcança os R$ 250.