Vinícola esclarece visita do Ministério da Agricultura em União da Vitória

Vinícola Borille diz que dispersa de vinho se refere a processo de 2008 e 2010 que apontou falta de registros

·
Atualizado há 13 anos

BorilleProdutores de uva e vinho de toda a região ficaram assustados com as declarações do deputado estadual Valdir Rossoni, afirmando que o Ministério da Agricultura, em ação rigorosa, teria obrigado a Vinícola Borille a dispensar quase sete mil litros de vinho. O assunto foi tão comentado que a reportagem de O Comércio foi recebida na Vinícola para esclarecer o fato. O vitivinicultor Vilson Borille, um dos responsáveis pela produção de vinhos da vinícola, concordou em falar sobre as declarações de Rossoni.

Borille disse que na verdade o Ministério da Agricultura fez duas vistorias em todas as vinícolas de União da Vitória em 2008 e 2010, com ou sem registro. “Na verdade tivemos uma quantidade pequena de vinho retida, por falta de registro, em 2008. Como não tínhamos como dispensar o produto, armazenamos aqui mesmo na vinícola”, explicou. O produtor disse que a retenção do produto se deu porque na época a vinícola não tinha registros. Aquela visita despertou a família para a necessidade de profissionalizar o negócio. “Tanto que temos fossas aprovadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), e nossas instalações estão em constante reforma”, enfatiza Borille. Hoje os registros estão em fase final de tramitação e a vinícola já atende todas as exigências do Ministério da Agricultura. “Nosso produto, além da qualidade, está dentro dos padrões exigidos”, disse.

Mal entendido

No dia 22 de fevereiro, funcionários do Ministério da Agricultura voltaram à vinícola para dar baixa no processo iniciado em 2008 com a retenção do vinho. A quantidade de vinho, que não foi estipulada pela família Borille, foi dispensada nas fossas próprias. “Eles nos trataram bem, se certificaram que os processos de registros continuam em tramitação e recebemos o laudo de encerramento do processo com o vinho apreendido sendo jogado nas fossas da vinícola”, confirmou o produtor.

De acordo com as informações, outras vinícolas da região tiveram produtos retidos, sendo vinho ou cachaça. “Algumas, como a vinícola Borille, foram atrás dos registros, outros ainda não fizeram a opção”, enfatizou. O vitivinicultor disse ainda que a família está mais tranquila hoje trabalhando dentro dos padrões e com sua cantina para vender o vinho de qualidade e tradição em toda a região.

Capa  -  Vinhos - CópiaVinícola em transformação

O representante da vinícola mostrou à reportagem de O Comercio que os antigos tonéis de madeira estão recebendo pintura, passando por processo de readequação. Outros tonéis de metal estão em operação garantindo assim a qualidade do vinho produzido na vinícola. “Nossa preocupação é com a manutenção do nosso parreiral, mas também compramos uvas de outros viticultores da região”, disse.

A vinícola fez um grande investimento para profissionalizar a produção do vinho. O barracão onde ficam os tonéis está em fase final de acabamento. Aliando tradição e qualidade, os proprietários da vinícola Borille falaram que por enquanto a produção é considerada modesta, mas que vão abrir mercado com os investimentos e os registros federais.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!