Paraná reduz filas de cirurgias eletivas e amplia investimentos em saúde

Prestação de contas da Sesa na Assembleia aponta queda de 44% na fila de cirurgias eletivas e aplicação de 15,01% da receita estadual em saúde.

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Atualizado há 3 meses

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) apresentou, nesta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. Entre os principais resultados destacados estão a redução das filas de cirurgias eletivas no Paraná e os investimentos realizados pelo governo estadual na área da saúde.

A apresentação foi realizada durante reunião da Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Tercilio Turini (MDB), que ressaltou a importância da transparência na aplicação dos recursos públicos.

“A população, principalmente quem trabalha e vive a área da saúde, tem o maior interesse em saber e acompanhar aquilo que está ocorrendo no Estado”, afirmou o parlamentar.

Audiência ocorreu na manhã desta terça-feira, no Auditório Legislativo | Foto: Valdir Amaral/Alep
Audiência ocorreu na manhã desta terça-feira, no Auditório Legislativo | Foto: Valdir Amaral/Alep

Estado investiu mais de R$ 2,9 bilhões em saúde

Durante a prestação de contas, o secretário estadual da Saúde, César Neves, informou que o Governo do Paraná empenhou R$ 2,96 bilhões em saúde pública entre janeiro e abril deste ano. O valor representa 15,01% da receita líquida de impostos do Estado, percentual superior aos 12% exigidos pela legislação federal.

No mesmo período, foram liquidados R$ 1,84 bilhão em despesas da área. O relatório também aponta saldo de R$ 879,7 milhões em restos a pagar referentes aos exercícios de 2020 a 2024.

Filas de cirurgias eletivas registram queda de 44%

O principal destaque apresentado pela Sesa foi a redução das filas de cirurgias eletivas no Paraná. Segundo os dados oficiais, houve queda de 44% no número de pacientes aguardando procedimentos cirúrgicos, índice superior à meta prevista, que era de 26%.

Além disso, o Estado registrou redução de 30% na fila de consultas e exames especializados, atingindo a meta estabelecida para o período.

De acordo com César Neves, atualmente o Paraná realiza cerca de 2,2 mil cirurgias eletivas por dia. Para fortalecer o atendimento especializado do Sistema Único de Saúde (SUS), o governo estadual também liberou R$ 202,1 milhões aos 399 municípios paranaenses.

A deputada Márcia Huçulak (PSD), conhecida como deputada Secretária Márcia, destacou o esforço para qualificar as filas de espera.

“Um grande desafio é qualificar a fila, porque muitas vezes um único cidadão figura em várias filas de hospitais. É complexo e requer um trabalho muito grande com os municípios”, observou.

A diretora substituta de Planejamento e Atenção Especializada da Sesa, Juliana de Oliveira, explicou que a secretaria implantou uma nova plataforma de gestão para evitar a duplicidade de cadastros e melhorar o controle das filas.

Investimentos ampliam estrutura hospitalar

Os investimentos em infraestrutura hospitalar também foram destacados durante a audiência pública.

O deputado Tercilio Turini elogiou a ampliação do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), que ganhará um novo bloco destinado ao atendimento cirúrgico e ao transplante de medula óssea. A nova estrutura contará com 90 leitos, 16 pavimentos e investimento total de R$ 121,9 milhões.

Desse montante, R$ 60 milhões serão destinados pela Secretaria de Estado da Saúde, R$ 20 milhões pela Assembleia Legislativa, R$ 20 milhões por emendas parlamentares e R$ 21,9 milhões pelo próprio hospital.

Já o deputado Dr. Leônidas (PP) destacou a abertura de 20 novos leitos de UTI na região Noroeste do Estado, sendo dez na Santa Casa de Paranavaí e outros dez no Hospital Santa Catarina, em Loanda.

Mortalidade infantil apresenta redução

A prestação de contas também apontou avanços nos indicadores de saúde materna e infantil.

O Paraná atingiu a meta de 88,9% de gestantes com sete ou mais consultas pré-natais. A taxa de mortalidade infantil ficou em 9,1 por mil nascidos vivos, abaixo da meta estabelecida de 9,9.

Já a Razão de Mortalidade Materna apresentou índice de 44,8, ainda acima da meta de 37,5, mas com tendência de redução em comparação aos períodos anteriores.

“Percebemos que a tendência de queda da mortalidade infantil se mantém neste quadrimestre e que estancou a curva de alta da mortalidade materna”, afirmou César Neves.

Segundo o secretário, os resultados refletem investimentos em qualificação do parto, construção de maternidades de baixo risco e programas permanentes de capacitação voltados ao atendimento obstétrico.

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