Por Mariana Honesko

Ela recebe o trânsito de sete vias. Fica exatamente em uma das principais divisas das Cidades Irmãs. Ela é pivô de acidentes, mas sinônimo de prosperidade. A rotatória que liga a região central de União da Vitória e Porto União ao Distrito de São Cristóvão tem um fluxo intenso, formado por veículos, caminhões, motociclistas, ciclistas e pedestres. Nos horários de pico, o volume parece aumentar e por ali, acidentes e falta de entendimento não são raros. “Já vi acidentes, as pessoas não entendem bem como funciona a preferência”, diz o instalador de som Andrei Ranquel, que há seis anos observa as comuns infrações de dentro do seu estabelecimento comercial.
O trânsito é tão intenso que a Polícia Militar monitora o fluxo com frequência. A presença da viatura inibe a geração de grandes episódios de falhas, mas não garante a inexistência deles. Para o Departamento de Trânsito de União da Vitória, as melhorias são fundamentais já que São Cristóvão desponta em crescimento. Além de receber dois novos conjuntos habitacionais, o Instituto Federal está sendo construído no Distrito. A curto prazo o diretor do órgão, Márcio Roiek, aposta na construção de passarelas para pedestres e ciclistas. “Todo mundo, indo ou voltando, cai na rotatória”, pontua. “Se a ponte (Machado da Costa) fosse só para veículos, facilitaria. Ficaria mais tranquilo”, completa.

Mas, a logística da popular Ponte de Ferro é diferente. No centro dela, a passagem é permitida apenas para um único veículo. Nas estreitas passarelas laterais, pedestres e ciclistas têm espaço. O trânsito tem sentido único: do centro ao Distrito. Para voltar ao anel central, é preciso usar a ponte Domício Scaramella.
Sem grandes alternativas – até a colocação de um semáforo já foi estudada – a recomendação sugere o uso do bom senso. “Hoje a rotatória ali é um problema sério. Nos horários de pico, tem que ter paciência e bom senso. O motorista tem pressa, o motociclista também. Fica mais complicado”, avalia Roiek. Para ele, diante do evidente crescimento dos bairros que ficam do outro lado do Iguaçu, o diretor não vê escape. “Projetos maiores, mesmo que custem mais caro, vão ter que ser pensados”, diz.
Segundo a Secretaria de Planejamento, a medida mais acertada, para dar fôlego à rotatória, seria a construção de mais uma ponte, a terceira sobre o rio Iguaçu. A partir dela, uma mudança mais considerável na rotatória seria viável. A Secretaria não informou datas ou prazos sobre o projeto.