Tem cheiro de chocolate no ar

Toca do Coelho está aberta para visitação na Casa Cultural Aníbal Khury. Exposição reúne desde casquinhas decoradas à doces mais elaborados

·
Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

Os produtos não param de chegar. Ontem, mesmo já estando aberta desde o final de semana, a Toca do Coelho ainda recebia artesãos e suas criações. O resultado é saboroso ao paladar e aos olhos: todas as salas do primeiro andar do popular “Castelinho” estão decoradas com motivos pascais. Ovos, casquinhas decoradas, bolachas e bolsinhas podem ser levados para casa por preços bem interessantes.

Toca - 01
Os ovos decorados de Mirian…

A produção é resultado do trabalho de oito artesãos das Cidades Irmãs, que há alguns meses debruçam-se sobre o tema. A mostra precisou ser aberta mais cedo, devido à procura da comunidade. Oficialmente, contudo, a Toca estreou, no alto da Rua XV de Novembro, na manhã de ontem. O projeto tem sete anos. “Na sexta-feira, quando chegaram as coisas, as pessoas já começaram a comprar e tivemos que abrir no sábado e domingo”, sorri a coordenadora do espaço, Therezinha Wolff.

A Toca do Coelho segue aberta todos os dias, das 9 às 12 horas e das 13h30 às 17h30, e no final de semana, das 14 às 17 horas. “A venda está boa. Acho que deveríamos ter até uma cooperativa de chocolate na nossa cidade. As pessoas compram de fora mas poderíamos ter coisas lindas, aqui mesmo”, sorri.

Toca - 02
…e as Pêssankas de Dinarte: trabalhos artísticos em exposição

Beleza na casa de ovo

Enquanto a cooperativa não nasce, os artistas trabalham com o que tem mãos e, sozinhos, criam e recriam, a partir de materiais comuns. É o caso, por exemplo, das casquinhas de ovos, famosas por despertar o gosto da data nos pequenos e símbolo, para os mais fieis, no renascimento.

A artesã Miriam Margarete de Souza, de União da Vitória, aposta na inovação e foi justamente com as casquinhas de ovos que descobriu parte de seu potencial. “Costumo chamar de arte na casquinha. Elas são decoradas com folhas secas, sementinhas, feitas com pinça e palitinho. É uma arte bem delicada”, sorri. As casquinhas são vendidas por R$ 2 e quem as leva, se delicia com amendoins achocolatados.

A casca de ovos de galinha – de gansa e até de garnizé – também é a matéria-prima para o trabalho de Dinarte Ribeiro Guedes Neto e sua esposa, Emilene Parabocz. Mas, diferente do trabalho mais popular, o casal aposta na beleza das Pêssankas, uma das mais ricas produções em artesanato natural da Ucrânia. “Essa tradição já havia se perdido na família da minha esposa. A gente foi atrás da técnica, aprendemos a fazer, fizemos oficinas e a gente acabou descobrindo esse dom”, sorri Guedes.

Toca - 03
Mostra reúne produção local com venda a partir de preços acessíveis

O trabalho foi além da simplicidade e logo ganhou versão exclusiva. “Minha esposa viu uma foto de ponto cruz no ovo. Ela ficou obstinada e queria fazer. Ela sonhava com isso e conseguiu fazer. É feito mais de 1,2 mil furos no ovo”, sorri o marido, orgulhoso. O bordado é à mão e mescla duas tradições ucranianas: os ovos pintados e o trabalho com fios. As peças, pela fragilidade, não estarão na Casa Cultural nesta edição da Toca.

Pêssanka

O casal, Dinarte e Emilene, tem imagens e mais informações sobre as Pêssankas em seu site. Acesse www.pessankabordada.com.br para saber mais.

Toca do Coelho

De segunda à sexta-feira, aberta em horário comercial, com intervalo no almoço.

Sábado e domingo, aberta apenas à tarde. Em ambos os dias, a entrada é franca.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!