Os consumidores terão um alívio na conta de luz no próximo mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (25), que a bandeira tarifária para o mês de outubro será verde. Com a medida, a taxa extra cobrada na tarifa de energia elétrica será suspensa.
A mudança ocorre após quatro meses consecutivos de aplicação da bandeira amarela, que vinha gerando uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
O que motivou a mudança?
Segundo a agência reguladora e o Ministério de Minas e Energia (MME), o volume de chuvas registrado recentemente ajudou a estabilizar o nível dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país.
Com a recuperação dos estoques de água, reduziu-se a necessidade de acionar usinas termelétricas — fonte de energia com custo de produção mais elevado.
Como funcionam as bandeiras tarifárias
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como uma sinalização sobre o custo real da geração de energia no Brasil:
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Bandeira Verde: Condições favoráveis de geração nas hidrelétricas. Sem taxa extra.
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Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
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Bandeira Vermelha (Patamar 1): Geração mais custosa. Acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.
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Bandeira Vermelha (Patamar 2): Geração bastante custosa. Acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.
A expectativa é que a queda na tarifa traga um alívio temporário sobre os índices de inflação do mês de outubro, que haviam sofrido pressão recente com os custos de energia e o encerramento do bônus de Itaipu.