Alexandre Curi e Filipe Barros ficariam com as duas vagas do Paraná no Senado se a eleição fosse hoje. É o que mostra a pesquisa de intenção de voto encomendada pela ADI-PR (Associação dos Jornais e Portais do Paraná) e realizada pela Radar Inteligência entre os dias 26 de setembro e 1º de outubro. Na consolidação do primeiro e do segundo voto, Curi registra 14,6% do total e Filipe Barros, 13,4%.
Na sequência aparecem Deltan Dallagnol, com 12%, e Gleisi Hoffmann, com 11,1%. A diferença entre Filipe Barros, segundo colocado, e Deltan Dallagnol, terceiro, é de 1,4 ponto percentual. A margem de erro da pesquisa é de 2,95 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Em 2026, o Paraná renova duas cadeiras no Senado, e cada eleitor pode escolher dois candidatos diferentes. Os números representam uma fotografia do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não uma previsão do resultado da eleição.
Consolidado do primeiro e do segundo voto
Alexandre Curi: 14,6%
Filipe Barros: 13,4%
Deltan Dallagnol: 12%
Gleisi Hoffmann: 11,1%
Dr. Rosinha: 6,3%
Cristina Graeml: 4,9%
Joaquim do MLB: 1%
Karen Guerreiro: 0,9%
Marcelo Marcelino: 0,9%
Primeiro voto para o Senado
Na pesquisa estimulada, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Alexandre Curi lidera o primeiro voto.
Alexandre Curi: 19,5%
Gleisi Hoffmann: 17,7%
Deltan Dallagnol: 16,5%
Filipe Barros: 10,9%
Cristina Graeml: 4,5%
Dr. Rosinha: 3,4%
Karen Guerreiro: 0,9%
Joaquim do MLB: 0,7%
Marcelo Marcelino: 0,7%
Branco, nulo ou nenhum: 12,1%
Não souberam ou não opinaram: 13%
Segundo voto para o Senado
No segundo voto, Filipe Barros aparece na frente. Nesse cenário, 31,1% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.
Filipe Barros: 15,8%
Alexandre Curi: 9,6%
Dr. Rosinha: 9,2%
Deltan Dallagnol: 7,5%
Cristina Graeml: 5,3%
Gleisi Hoffmann: 4,5%
Joaquim do MLB: 1,2%
Marcelo Marcelino: 1,1%
Karen Guerreiro: 0,8%
Branco, nulo ou nenhum: 14%
Não souberam ou não opinaram: 31,1%
Governo do Paraná
O instituto também mediu a intenção de voto para o Governo do Paraná. No cenário estimulado, Sergio Moro tem 38,2%. A diferença para Sandro Alex é de 11,9 pontos percentuais. Entre Sandro Alex e Requião Filho, a distância é de 3 pontos percentuais.
Sergio Moro: 38,2%
Sandro Alex: 26,3%
Requião Filho: 23,3%
Luiz França: 0,9%
Tayná Miessa: 0,6%
Doutor Alexandre Salomão: 0,5%
Samuel de Mattos: 0,3%
Adriano Funileiro: 0,2%
Branco, nulo ou nenhum: 6,5%
Não souberam ou não quiseram responder: 3,4%
Pesquisa encomendada pela ADI-PR
A ADI-PR reúne 50 veículos de comunicação do Paraná. O Jornal O Comércio é associado à entidade e participa da rede de veículos regionais vinculados à associação.
Nery Thomé, presidente da ADI-PR e diretor do jornal Tribuna do Interior, de Campo Mourão, explica que a entidade decidiu realizar o levantamento na última semana antes da eleição por causa das diferenças observadas entre pesquisas divulgadas ao longo da campanha. Segundo ele, as maiores discrepâncias estavam nos números relacionados à segunda colocação. “Entendemos que era importante oferecer aos leitores dos veículos associados um retrato atualizado e confiável do cenário eleitoral, com abrangência estadual e critérios metodológicos claros”, afirma.
Para Thomé, a iniciativa está ligada à missão da ADI de ampliar o acesso a informações confiáveis. “Nosso compromisso é informar com responsabilidade e transparência, para que cada eleitor tenha elementos para formar sua própria avaliação.”
Metodologia
A Radar Inteligência ouviu 1.100 eleitores em 49 municípios, distribuídos proporcionalmente pelas dez mesorregiões paranaenses, entre os dias 26 de setembro e 1º de outubro. A pesquisa foi encomendada pela ADI-PR. A margem de erro é de 2,95 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-09128/2026 e PR-09994/2026.
Por que o Jornal O Comércio divulga pesquisas?
O Jornal O Comércio acompanha e divulga pesquisas de intenção de voto realizadas por institutos de opinião pública reconhecidos no país. Esses levantamentos mostram um retrato do momento, feito a partir de amostras que buscam representar o conjunto da população.
O modo de entrevista, o tamanho e a composição da amostra, além da forma como as perguntas são apresentadas aos entrevistados, podem interferir nos resultados. Por isso, é importante observar os dados metodológicos.

