O município de Bituruna está entre os alvos da terceira fase da Operação Rota 466, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação cumpriu mandados judiciais contra 15 policiais militares e outras quatro pessoas no Estado, investigando um esquema de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Além de Bituruna, a operação mobilizou agentes em Ponta Grossa, Guarapuava, Telêmaco Borba, Pitanga, Castro, Palmeira e Wenceslau Braz. Com o desdobramento desta nova fase, as investigações já alcançaram um total de 30 policiais militares envolvidos.

Entenda a atuação do grupo criminoso
As apurações do Ministério Público indicam que policiais — atuando principalmente no patrulhamento rodoviário — cobravam propina de motoristas para liberar veículos e evitar autuações e fiscalizações. Em episódios relatados nas apurações, os agentes chegavam a disponibilizar chaves Pix e até a rede Wi-Fi do batalhão para facilitar a transferência de dinheiro das propinas.
O esquema também envolvia irregularidades no registro de acidentes de trânsito e o direcionamento fraudulento de serviços de guincho.
Esquema de lavagem de dinheiro
De acordo com os levantamentos do Gaeco, os valores ilícitos recolhidos nas rodovias eram dissimulados por meio de transferências bancárias via terceiros. As contas financeiras utilizadas pertenciam a familiares dos próprios agentes públicos e a empresas dos setores de transporte e comércio, com o intuito de ocultar a verdadeira origem do dinheiro.
Os nomes dos suspeitos e os alvos específicos localizados em Bituruna não foram divulgados pelas autoridades. O Gaeco segue com os procedimentos para mensurar o volume financeiro movimentado pela organização criminosa.
