Homem viaja mais de 2 mil km por amor e descobre que mulher era criada por IA

Após acreditar em vídeos de uma mulher nas redes sociais, trabalhador saiu do Maranhão para encontrá-la, ficou sem dinheiro para voltar e recebeu ajuda da Prefeitura de Belo Horizonte

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Atualizado há 6 horas

O uso de vídeos produzidos por inteligência artificial (IA) está no centro de um caso que levou um pedreiro de 49 anos a percorrer mais de 2 mil quilômetros entre Imperatriz, no Maranhão, e Belo Horizonte, em Minas Gerais. Edimar Rocha Martins viajou para encontrar uma mulher com quem acreditava manter um relacionamento virtual, mas descobriu que ela era uma personagem criada por IA.

(Foto: reprodução Itatiaia).

O trabalhador chegou à capital mineira no domingo (11), após acompanhar vídeos publicados nas redes sociais. Nas gravações, a mulher se apresentava como proprietária de uma fazenda. Edimar acreditava que poderia encontrá-la pessoalmente e iniciar uma vida ao lado dela.

Sem dinheiro para retornar ao Maranhão, ele ficou em Belo Horizonte e precisou de assistência. O pedreiro relatou ainda ter dificuldades de mobilidade em razão de um problema na perna e estar afastado do trabalho pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Prefeitura de Belo Horizonte providenciou uma passagem de volta na terça-feira (13), por meio da Unidade de Atendimento e Acolhimento ao Migrante.

Edimar também relatou que enfrentava um período de solidão desde a morte da mãe, fator que contribuiu para sua decisão de buscar uma nova vida longe de sua cidade natal.

Atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade

Após a repercussão do caso, a prefeitura divulgou orientações sobre os serviços disponíveis para pessoas em situação de migração e vulnerabilidade social. A unidade de atendimento está localizada na Rua Espírito Santo, 594, no Centro de Belo Horizonte, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.

O serviço oferece alimentação, orientações sobre direitos, acolhimento provisório e encaminhamentos para a rede de proteção social, além de apoio para deslocamento, conforme a situação de cada pessoa.

Segundo informações da Rádio Itatiaia, este é o terceiro caso semelhante registrado em Belo Horizonte em menos de seis meses. Em junho, um idoso viajou de Roraima à capital mineira em circunstâncias parecidas. Em agosto, outro homem, procedente de Manaus, foi à cidade após interagir com vídeos de uma mulher que prometia oportunidades de trabalho.

Os episódios evidenciam os riscos associados a conteúdos digitais que simulam pessoas e situações reais, especialmente quando influenciam decisões que envolvem deslocamentos, recursos financeiros e expectativas de relacionamento.

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