TSE discute bloqueio de canais políticos no WhatsApp antes do 2º turno

Proposta de bloqueio de canais políticos no WhatsApp atingiria páginas com mais de 200 mil seguidores, mas presidente do TSE descarta votação da medida

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Atualizado há 46 minutos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutiu a possibilidade de suspender temporariamente canais políticos no WhatsApp durante o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). A proposta prevê a interrupção das atividades 48 horas antes da votação e a retomada 24 horas depois.

(Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil).

A medida atingiria canais de conteúdo político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores. Entretanto, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (21) que não pretende colocar a proposta em votação antes das eleições.

Proposta busca restringir circulação de conteúdos

O texto foi elaborado pelo vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, após reuniões informais realizadas nos dias 16 e 20 de outubro.

Segundo o gabinete do ministro, a intenção seria reduzir a circulação de conteúdos ilícitos nas horas próximas à votação, período em que haveria pouco tempo para esclarecimentos, correções ou decisões judiciais.

O bloqueio de canais políticos no WhatsApp seria aplicado independentemente do candidato ou partido apoiado pela página, desde que atendidos os critérios previstos na minuta.

Entre os canais potencialmente afetados estão o “Exército do Lula”, que alcançou 7 milhões de inscritos, e o “Tropa do Flávio”, com aproximadamente 2 milhões de seguidores, conforme dados divulgados pela Agência Brasil nesta quarta-feira.

Presidente do TSE descarta mudança antes da eleição

Apesar da discussão entre ministros, Kassio Nunes Marques declarou que não haverá alteração das regras eleitorais às vésperas do segundo turno.

Segundo o presidente da Corte, não existe reunião marcada nem previsão de inclusão da proposta na pauta de julgamento.

Dessa forma, o bloqueio generalizado dos canais políticos não foi aprovado e, segundo o presidente do TSE, não será submetido à votação antes do pleito.

Justiça Eleitoral já estabeleceu regras para canais

A discussão ocorre após decisões judiciais envolvendo o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Na última semana, o canal passou por suspensões e reativações determinadas por ministros do TSE, em meio a questionamentos sobre sua vinculação à campanha presidencial.

Em 16 de outubro, a Justiça Eleitoral aprovou novas regras para canais de mensagens utilizados em campanhas. Pela resolução, páginas que recebam apoio financeiro, técnico ou operacional de candidaturas precisam ser registradas no TSE.

O compartilhamento espontâneo de materiais eleitorais, por outro lado, não caracteriza necessariamente vínculo oficial com uma campanha.

Essas regras já estão em vigor e são diferentes da proposta de suspensão temporária discutida nesta semana.

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