O padre Diego Ronaldo Nakalski, responsável pela Paróquia Santa Bárbara, em Bituruna, registrou um boletim de ocorrência após receber mensagens consideradas ameaçadoras, envolvendo possíveis atos de hostilidade contra ele e sua residência.
O caso veio à tona na terça-feira, 20, e ganhou repercussão no município.
Segundo informações divulgadas pelo Canal 4 TV, o sacerdote tomou conhecimento de conversas que circulavam em um grupo de mensagens da cidade. O conteúdo mencionava possíveis ações contra o religioso e sua residência no dia das eleições.
Diante da situação, o padre procurou a polícia para formalizar a ocorrência e providenciou uma ata notarial para documentar as mensagens recebidas.
Ainda conforme as informações divulgadas, um dos envolvidos teria apresentado um pedido de desculpas no dia seguinte. Entretanto, o sacerdote continuou recebendo mensagens consideradas ameaçadoras e áudios com palavras ofensivas.
A situação foi comunicada às autoridades policiais, que tomaram conhecimento dos fatos.
Padre reforça mensagem de paz e agradece apoio
Em conversa com o Jornal O Comércio, padre Diego reforçou que, apesar do episódio, continua defendendo a paz, o respeito e o diálogo entre as pessoas, independentemente de diferenças de opinião.
O sacerdote também relatou que recebeu diversas mensagens de apoio e solidariedade após a repercussão do caso, manifestações que demonstram o carinho e a preocupação da comunidade com a situação.
Nas mídias sociais, o religioso também se manifestou sobre o episódio e acolheu o pedido público de desculpas apresentado por um dos envolvidos, destacando a importância da reconciliação e da convivência respeitosa.
“Como Igreja, somos chamados a construir pontes, promover a paz e caminhar juntos, sempre buscando aquilo que nos une, e não aquilo que nos divide”, escreveu o padre.
A manifestação foi acompanhada de uma referência à passagem bíblica de Efésios 4,4, que trata da unidade entre os cristãos.
Mesmo diante das mensagens recebidas, o sacerdote mantém o posicionamento de que divergências devem ser superadas por meio do diálogo, sem espaço para ameaças, ofensas ou atitudes de intolerância.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais medidas judiciais relacionadas ao caso.