Um episódio de desrespeito durante um atendimento de emergência em União da Vitória motivou uma manifestação pública do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR). Na terça-feira (20), a entidade realizou uma sessão de desagravo em defesa do enfermeiro Izaldo de Lima, que teria sido alvo de ofensas enquanto trabalhava.

O ato reuniu representantes do Conselho, profissionais da enfermagem, autoridades, familiares e convidados, em uma demonstração de apoio ao trabalhador e de repúdio a situações de violência contra profissionais da saúde.
Pedido durante atendimento teria provocado as ofensas
De acordo com o Coren-PR, a situação ocorreu quando o enfermeiro solicitou que a acompanhante de uma paciente aguardasse fora da sala de emergência. Naquele momento, a equipe atuava para estabilizar o quadro clínico da filha da mulher.

A orientação fazia parte dos procedimentos adotados pela instituição para garantir a segurança e a organização dos atendimentos, especialmente em situações de maior gravidade.
Apesar disso, o profissional teria recebido ofensas durante o exercício de suas funções. O episódio foi levado ao Conselho, que decidiu realizar a manifestação institucional em sua defesa.
Conselho alerta para violência contra trabalhadores da saúde
Durante a cerimônia, a conselheira-tesoureira do Coren-PR, Queli Kanarski, destacou que situações de tensão em ambientes hospitalares não podem justificar agressões contra os profissionais responsáveis pelos atendimentos.
A representante ressaltou que a preocupação de familiares diante de uma emergência é compreensível, mas que o respeito aos trabalhadores deve ser preservado.
O enfermeiro ofendido em União da Vitória também se manifestou durante o ato. Izaldo agradeceu o apoio recebido e reforçou a importância de denunciar situações de desrespeito no ambiente profissional.
O que é o desagravo público?
O desagravo público é uma manifestação formal realizada por conselhos profissionais quando um integrante da categoria sofre ofensas relacionadas ao exercício de suas atividades.
A medida busca defender a dignidade do profissional e reafirmar que situações de intimidação, constrangimento e violência não devem ser naturalizadas nos ambientes de trabalho.
O caso registrado em União da Vitória reacende a discussão sobre os desafios enfrentados diariamente pelas equipes de enfermagem, principalmente em setores de urgência e emergência.