ARTIGO: Identificar e assumir os talentos evolutivos

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Atualizado há 12 anos

Por Geyssimar Dias

Talento segundo o dicionário significa “conjunto de aptidões, naturais ou adquiridas, que condicionam o êxito em determinada atividade”. O vocábulo talento tem origem em uma medida de peso e moeda greco-romana, associada à riqueza e valor. Somente no Século XIV o termo passa a designar capacidade, competência, habilidade e genialidade.

Identificar talentos em nós mesmos não é tarefa fácil, principalmente quando somos influenciados por ideologias abafam capacidades visando à manipulação em massa. Cabe ao indivíduo a tarefa de aprofundar no autoconhecimento para superar o senso comum e identificar os talentos pessoais capazes de otimizar sua evolução.

A Conscienciologia, ciência aplicada ao estudo do ser em perspectiva ampla, entende o indivíduo como portador de bagagens de múltiplas vidas e atuante em várias dimensões e propõe o aprofundamento no conhecimento de si com a prática da autopesquisa.

Autopesquisa é o ato de o indivíduo pesquisar, investigar, analisar e refletir com o máximo de detalhismo, discernimento e isenção possível acerca do próprio microuniverso, a partir de um modelo adequado para este estudo.

Através da aplicação de técnicas de autopesquisa é possível identificar traços fortes (trafores) e traços fardos (trafares). Trafores são talentos, conquistas evolutivas resultantes das experiências milenares em inúmeras vidas. Trafares são aqueles traços que representam as imaturidades ou os “defeitos” do indivíduo.

Tão importante quanto a identificação dos talentos é a aplicação prática e evolutiva desses traços. Para isso, precisamos utilizar um módulo de inteligência chamado Inteligência Evolutiva.

A Inteligência Evolutiva é aquela que define o autodiscernimento do indivíduo (o qual chamados de consciência) quanto à evolução racional. É também conhecida como atributo da exatidão evolutiva ou do autodiscernimento das prioridades evolutivas.

A utilização dos talentos com foco na evolução consciencial ajuda na autossuperação de trafares que atravancam nosso progresso e nos levam a repetir experiências imaturas por várias vidas.

O que explica então a dificuldade em identificar e assumir talentos? Uma hipótese é de que ao identificar os talentos com lucidez e discernimento o indivíduo assume também a responsabilidade de aplicá-los em prol da própria evolução e das pessoas que compõem seu grupo evolutivo. Isso implica em uma postura mais proativa, que tira da zona de conforto e leva a abrir mão de ganhos secundários os quais são obtidos com a manutenção de traços falhos.

Para ilustrar cito meu exemplo pessoal: na aplicação da técnica da autopesquisa identifiquei que apresento como traço a vontade de ajudar as pessoas. A aplicação e vivência na prática deste trafor ajudam a superar o trafar da preguiça, ou seja, para colocar em prática este talento preenchi minha agenda com atividades voltadas para a assistência aos outros, sobrando pouco tempo para me permitir o exercício da preguiça. Vale ressaltar que a autossuperação vem com a aplicação dos talentos na prática. Simplesmente identificá-los, sem a aplicação da inteligência evolutiva, não ajuda muito na dinâmica da evolução consciencial.

Evoluir implica em abrir mão das imaturidades e assumir os talentos com foco na evolução pessoal e grupal. Abrir mão das imaturidades é abrir mão do “egão” que ainda pensa e exige muito para si em detrimento dos outros. Quem identifica e assume seus talentos evolutivos, assume também a responsabilidade maior de aplica-los em prol dos outros e da evolução do planeta.

Geyssimar Dias é assistente social, empresária e professora do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC)

(curitiba@iipc.org)

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