Por Mariana Honesko

Agora sim, é definitivo. Depois de ficar à disposição da Câmara de Vereadores de União da Vitória, o terreno de três mil metros quadrados situado na rua Prudente de Morais, no centro, será palco para a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas). Conforme o secretário da Administração, Eraldo Antônio de Castro, a licitação para construção do empreendimento ocorre no dia 16. “Está andando rápido”, confirma.
E está mesmo. O anúncio de que a cidade receberia uma das unidades é recente e foi confirmada no início do ano passado. O investimento é do Governo Federal, que, no Paraná, aprovou a construção também nos municípios de Colorado, Cornélio Procópio, Goioerê, Guaíra, Ibaiti, Irati, Marechal Candido Rondon, Matinhos, Medianeira, Pitanga e Santo Antonio da Platina. O repasse financeiro é do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). “A contrapartida é com manutenção, feita pelo município”, explica Castro.
Atendimento 24 horas
Conforme a Secretaria de Planejamento da prefeitura, a construção do projeto segue modelo padrão, enviado pelo Governo Federal. “Ele vem pronto, de acordo com o número de habitantes”, lembra o engenheiro civil, Jorge Leandro Szymkowiak. A UPA terá funcionamento 24 horas e em seu complexo vai dispor de salas para exames de raio-x e eletrocardiogramas. Haverá ainda consultórios e atendimento de emergência. “Só não vai ter centro cirúrgico”, lembra. O prazo para execução de obras ou prazo para sua conclusão ainda não foram informados.
Não foi divulgado ainda, por falta de definição, o sistema de funcionamento da UPA. Está em negociação, por exemplo, o atendimento regional e na mesa de decisões, o formato de contratações de médicos.
Endereço em negociação
Em 2007 o então prefeito Hussein Bakri, por meio de Lei, entregou o terreno para “resguardo” da Câmara de Vereadores. Na época, o Legislativo tinha planos mais concretos para construção de sua sede própria. Quando o então vereador Moisés Benassi assumiu a presidência da Câmara de Vereadores o projeto para construção foi colocado no papel. “Foi feito um projeto arquitetônico. A obra custaria cerca de R$ 3 milhões”, explica o diretor-geral da Câmara, Marco Antônio de Lima.

O valor alto e a localização do terreno – a Câmara alega dificuldade nos estacionamentos, por exemplo, e muito movimento no local – fizeram com que o projeto fosse engavetado.
No ano passado a Secretaria da Educação sinalizou interesse no endereço. Por meio de ofício, pediu para utilizar inclusive o imóvel, para a colocação do Centro de Atendimento Psicológico e Fonoaudiólogo e a Educação Especial. “Era para utilizarmos mas não deu certo o espaço. A casa tinha até uma piscina no terreno. Era perigoso para as crianças”, explica o secretário Célio Calikoski.
O setor abriu mão do espaço mas garantiu a colocação do complexo. Ele funciona na rua Zacarias Goes de Vasconcellos, no centro. A Câmara, por sua vez, mantém-se onde está há 20 anos.