Por Vanderlei Woytowicz
Quantas e quantas vezes não pensamos que tudo poderia ser diferente, mais calmo ou pelo menos interessante. Você é interessante. Quantas brigas que você não queria que acontecesse, mas aconteceram, quantos desencontros, quanta mentira, quanto fracasso, quanta maldade. E o pior de tudo isso é que não temos controle sobre os outros, então pare de achar que vai mudar as pessoas, isso no máximo lhe causará um estresse e você no mínimo dirá palavras que entrarão em um ouvido e sairão no vaso sanitário.
Quando uma pessoa não quer ajuda, por mais que você tente de tudo, para ela tudo será uma porcaria. O mundo, o universo, o planeta, o seu interior, ou como quiser chamar, tem a simbologia do número 8, um eterno infinito de viver, um vai e vem de vida, e não querendo te aborrecer, você nunca será feliz o suficiente que poupe todas as suas reclamações que não valem dez centavos. Somos seres insatisfeitos. O sentido da vida pode ser milhões, e não sou eu quem dirá qual é, até porque acho que ainda não encontrei uma resposta clara e objetiva que prendesse minha mente e o meu pensar até os parafusos caírem. Buda, o senhor tem a resposta? Se você prestar bem atenção vai perceber que o universo apenas devolve tudo aquilo que você tem dado a ele, seja esperto e produza atitudes diferentes agora.
Tudo pode soar como um desabafo ou um cansaço das pessoas, e pode até ser que seja, quem disse que não? Tem muita gente idiota solta nas ruas. Deus. É ele a quem recorremos quando tudo parece estar perdido, quando a vida vai de mal a pior, quando ninguém parece nos entender. Todo mundo já deve ter discutido com o todo poderoso lá de cima e achar que a vida que tem não é justa, mas esquece de pensar que são as batalhas dos dias que nos faz sermos maiores do que a própria altura. Um rio, uma correnteza, uma maré de azar, um turbilhão de águas mora dentro do seu corpo e depende bem mais de você do que dos outros fazê-la doce. Coloque para fora o que vem te fazendo mal, fale, discuta, grite, seja mal humorado, enfie o dedo na goela até vomitar, saia correndo, bata as portas, quebre os vidros.
Movimente-se de qualquer jeito, não há jeito, eu disse do seu jeito. Todos nós estamos errados em algum momento de nossas vidas, e ninguém sabe direito o que fazer para que as situações se resolvam, se amenizem, se escondam como pó sobre o porão, é tolice pensar que o mundo é infinito, existe outro mundo bem maior que tudo e está dentro da sua cabeça. Continue respirando porque as bofetadas ainda não terminaram, as lágrimas nessa altura do campeonato podem acalmar, mas você terá que continuar jogando. Play! Boa sorte.
Vanderlei Woytowicz é acadêmico do curso de Psicologia da Fundação Universidade do Contestado – FunC Porto União