ARTIGO: Ser coerente

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Atualizado há 12 anos

Por Vitor  A. S. Fortes 

A maturidade física ocorre normalmente aos vintes e seis anos de idade, quando as células aumentam constantemente em volume e em quantidade, propiciando o desenvolvimento dos tecidos, dos órgãos e, consequentemente, do corpo. Ao chegar à fase adulta a humanidade se depara com a mais difícil empreitada a enfrentar: a imaterialidade do desenvolvimento interno pessoal. Frequentemente, existem tentativas frustradas de fugir de si mesmo, como por exemplo, o apego a uma vida estritamente material. Mas, a nossa essência, paradoxalmente, é de procedência imaterial, além da física ou extrafísica.

Ao renascer, passamos por um período de restringimento, ocasião em que as informações e dados passados são esquecidos e cabe a nós o trabalho de recuperá-los. A atuação lúcida e consciente é reduzida por nossas próprias imaturidades e ampliada a partir de esforços prósperos. De maneira geral, as diferentes etapas de crescimento e desenvolvimento humanos envolvem abundante carga de informações. Quando o intelecto está hígido, aberto e predisposto interage com essas informações criando novas sinapses cerebrais. É preciso abertismo, neofilia para compreender que há mais formas de entender a realidade e propiciar, a partir da autocrítica, a eliminação de paradigmas pessoais e sociais nocivos.

A ampla compreensão da condição humana exige conhecimento, e este, por sua vez, envolve uma busca incessante. Além disso, essa busca constante exige vivência prática. Não há motivos para desanimar, a sabedoria liberta. O hábito de pesquisa e leitura é coerente à aquisição de novas ideias, expressões, palavras, capacitando a correção de conceitos pré-determinados ou ultrapassados. Através da leitura exercitamos a mente, o raciocínio e a reflexão, passando a ponderar sobre os atos internos e externos a nós.

Desse modo, a postura incoerente antes voltada a criticar outras pessoas, passa a considerar os próprios atos. Progressivamente, alcançamos maior compreensão de quem somos e das manifestações alheias.  Nossos traços conscienciais defeituosos, fardos são observados e passamos a exigir de nós mudanças positivas. Ao identificar nossas falhas, nos tornamos aptos a superá-las. Ao cuidar de si mesmo e se responsabilizar pelas próprias mudanças melancolia e incoerências vão sendo eliminadas da vida.

Ser coerente é uma busca evolutiva, errante e sem fim. Faz de nós catalisadores do desenvolvimento pessoal. Basta apenas vontade para alcançar o autoconhecimento e o significado da própria essência. O ser coerente desenvolve a assistência ao próximo. Mudar não é fácil, mas, como diz o pesquisador, prof. Waldo Vieira, propositor da ciência Conscienciologia: “Se você pensa que o autoconhecimento exige muito esforço, tente evoluir com a ignorância (Vieira, 2010)”. E aqui vale uma reflexão ao leitor: Você é coerente consigo mesmo?

Vitor  A. S. Fortes  é  graduado em direito, pesquisador, voluntário, docente do IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC) em Curitiba, Paraná, instituição de educação e pesquisa científica, laica, sem fins de lucro, cujo objetivo é estudar a consciência (ser, ego ou personalidade humana) e a ampla extensão de suas habilidades.

 

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