Casos de câncer de pele aumentam até 20% por ano

Dados foram apresentados durante Encontro Paranaense de Prevenção ao Câncer. Edição trouxe “mulheres de rosa” para as Cidades Irmãs

·
Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

Encontro Rede - 01
Mais de 200 mulheres participaram dos encontros no Clube Aliança

O evento não poderia ter outro tom. O rosa, predominante entre elas, marcou também a decoração, flores, tapetes e arranjos. Nesta quinta-feira, 22, durante todo o dia, o Clube Aliança tornou-se palco para dois eventos paralelos. Estrearam nesta quinta, pela primeira vez nas Cidades Irmãs, o Encontro Paranaense de Prevenção ao Câncer e da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Santa Catarina.

Mas, muito mais do que elegância, os encontros desfilaram com boas doses de informações. Os temas “populares” entre as voluntárias ganharam peso novo e, nas palestras de profissionais locais e de centros especializados em tratamento de câncer, tornaram-se ainda mais nobres.

O evento é uma organização das redes femininas de União da Vitória e Porto União que desde janeiro, trabalham na organização do movimento. Nesta quinta-feira, 22, mais de 200 voluntárias acompanharam o programa. Entre os participantes, estava também a presidente Estadual e Nacional da Rede Feminina.

Aglaê, presidente nacional da Rede, participou das discussões e lembrou o valor do contexto de atualização
Aglaê, presidente nacional da Rede, participou das discussões e lembrou o valor do contexto de atualização

Encontro nacional será em Joinville

A previsão é de que 1,5 mil pessoas participem do 10º Congresso Nacional da entidade. O evento ocorre nos dias 5, 6 e 7 de novembro, na cidade de Joinville (SC), no Complexo Expoville. A catarinense de Blumenau, Aglaê Nazário de Oliveira, presidente nacional da Rede Feminina, lembra que a entidade existe no Brasil há 65 anos, estruturada em 500 núcleos que congregam 20 mil voluntários. “Hoje nosso Estado é referência nacional em organização por dispor de uma rede de 62 núcleos nas principais cidades”, disse.

Câncer de pele

Um dos destaques de todo o evento foi a discussão proposta pelo chefe do serviço de pele e melanoma do Hospital Erasto Gaertner, de Curitba. Marcos Flávio Gomes Montenegro apresentou dados preocupantes, mas passiveis de prevenção. “Conforme o Instituto Nacional do Câncer, os casos de câncer de pele aumentam entre 15 e 20% todos os anos. No Erasto (hospital) temos cerca de 40 mil doentes catalogados em 45 anos. Acredito que a metade disso é de câncer de pele”, afirma.

O número é expressivo e a doença, particularmente interessante. E assustadora. “Desgraçadamente o câncer de pele não dói. Ele é uma característica principal das pessoas de idade, a partir da quinta década. É lento, tranquilo, sem ter dor. Você só vai se dar conta nas lesões que vão sangrar, coçar e ela não melhora com qualquer medicamento”, orienta.

Montenegro apresentou números sobre o câncer de pele e recomendou prevenção
Montenegro apresentou números sobre o câncer de pele e recomendou prevenção

Como a maioria das doenças, contudo, o câncer de pele também pode ser prevenido. Essencialmente “transmitido” a partir de uma intensa exposição ao sol, o remédio não “corta” os banhos à luz do dia. “Isso poderia deixar o organismo sem a vitamina D, também essencial”, sorri Montenegro. Ficar ao sol é possível, desde que com prevenção. “O sol está cada vez mais quente. Quem tem pele clara ou pintas de beleza, tem mais chance de ter o câncer de pele. O que pode mudar isso é o uso do protetor solar”, ensina o médico.

O produto, vendido nas farmácias, filtra o efeitos dos raios solares, retarda o aparecimentos dos casos e, mesmo no Inverno, é bem-vindo. O sol dos dias frios e até algumas lâmpadas, agem como veneno à pele. “É preciso se proteger. A exposição solar é dose cumulativa. Quanto mais se expõe, maior a chance de ter o câncer”, diz.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!