Por Mariana Honesko

A fotografia chegou à vida dela por acaso. E ficou, em um encaixe sincronizado que tem total ligação com o perfil da professora Patrícia Checozi. O amor foi à primeira máquina: assim que comprou uma semi-profissional, lançou-se de cabeça em um novo projeto. Deixou para trás a estabilidade profissional – Patrícia é professora concursada – para arriscar-se aos registros fotográficos.
Há três meses montou seu estúdio. Ele fica em São Cristóvão, União da Vitória, é discreto e nos bastidores esconde uma sala ampla, decorada por elementos rústicos, ventiladores, iluminação e muita criatividade. Mas, até chegar ali, a fotógrafa foi descobrindo-se aos poucos. “Foi um processo lento mesmo”, sorri. Com exceção dos filmes caseiros e dos “selfies” já protagonizados por Patrícia bem antes de se tornarem moda, a maior aproximação com películas e reveladores aconteceu apenas na faculdade. “Aprendemos o processo com a máquina analógica, de revelar o filme mesmo”, conta.

A graduação em Artes Visuais acabou e, por acaso, uma máquina surgiu em seu caminho. “Comprei e decidi testar. Convidei uma amiga para fazer um book, para ver como isso ficaria”, lembra. O resultado surpreendeu, e muito. “Eu gostei, ela gostou e as pessoas começaram a perguntar do meu trabalho, a se interessar pelas minhas fotos. Um foi falando para o outro e a rede social me ajudou muito”, conta.
A partir daí, o mergulho foi mais profundo. Aos poucos, Patrícia foi investindo na compra de equipamentos, de outras câmeras e o exercício de registrar momentos tornou-se cada vez mais intenso. Sozinha, desvendou os mistérios da boa fotografia e os segredos da combinação de cores e iluminação. Fã dos retratos preto e branco, Patrícia passeia por universos pouco explorados até então. Hoje, desempenha bem seu papel na arte de reproduzir ensaios sensuais e deixar ainda mais belos casais, gestantes, festas e recém-nascidos. Neste aspecto, inclusive, a fotógrafa é referência. Na região é uma das poucas que exploram o estilo newborn, que registra bebês com no máximo 15 dias de vida. Em sua agenda tem espaço ainda para acompanhar seus clientes em paisagens especiais. Viagens, portanto, são bastante comuns.
Ao olhar para seu currículo e milhares de fotografias, Patrícia é rápida ao revelar o que, de fato, lhe agrada mais. “As mulheres. Gosto de fotografá-las pela reação que elas têm ao verem o resultado”, explica. Para agradar e chegar ao resultado que especialmente “elas” querem, Patrícia aposta em sua virtude mais evidente. Comunicativa, a profissional orienta suas clientes, tem paciência com todas, sugere, opina e não poupa esforços para deixá-las bem à vontade. O resultado é nítido: as imagens são naturais, mas “escondem” o que as clientes realmente não querem mostrar. O bom senso também conta. “Dependendo dos lugares onde elas querem ir, sugiro roupas adequadas, digo o que não vai combinar, o que vai”, conta. Para ela, é justamente aí onde está a diferença de seu trabalho com os demais. “É este contato com o cliente”, sorri.

A inspiração para cursar Artes Visuais e trabalhar com fotografia pode até não parecer mas foi algo natural. Patrícia é irmã do artista plástico Israel Checozi, que acaba de assinar a mostra “6 Olhares”, em exposição na subseção da OAB de União da Vitória. A jovem, de 28 anos, cresceu cercada por obras clássicas, livros consagrados, telas, tintas e pinceis.
A “tradição” artística deve continuar: no estúdio, outra irmã de Patrícia também trabalha. Com ela, as linhas mais versáteis – revelação, ampliações – podem ser feitas.
Para saber mais
O estúdio de Patrícia fica na Avenida Abilon de Souza Naves, 1869. Outras informações pelos telefones 3522-7535 e 9963-6701 e no e-mail patichecozi@hotmail.com.