Por Mariana Honesko

Em 15 horas, o nível do rio Iguaçu, que banha as Cidades Irmãs, recuou dez centímetros. O avanço é grande e dentro do que previu o presidente da Sec-Corpreri, ONG de estudos das cheias e do convívio com elas, Dago Woehl. Segundo ele, o recuo será maior e pode voltar ao normal – 2,65 metros – nos próximos dez ou 15 dias. “Se não chover”, deixou bem claro o estudioso em recente entrevista ao Portal Vvale.
Na sexta-feira, 20, a leitura feita pela Companhia de Energia do Paraná (Copel) marcava, às 18 horas, 7,85 metros. O Iguaçu já alcançou os 8,13 metros nesta semana e ficou apenas três centímetros atrás do que marcou a terceira maior cheia, registrada em 1935. – Na leitura feita às 11 horas deste sábado, 21, o nível estava em 7,71. Acompanhe o nível do Iguaçu pelo Clima Regional.
Trânsito liberado
O efeito marcado na régua é favorável. Se é bom para quem está longe de casa, é bom também para quem depende de um trânsito flexível para alcançar seu destino. Na região, as rodovias de acesso estão liberadas. Ainda há fluxo mais consistente nos trechos que precisavam de bloqueio mas a passagem de veículos ocorre normalmente.
Pontualmente, ganham com o recuo os moradores do distrito de São Cristóvão. O acesso à ele ocorre pela ponte férrea e a saída, agora, pode ser feita pelo Bairro Bom Jesus. Ainda nesta semana, era preciso dar uma volta bem maior e usar o trajeto pelo Baú Clube de Campo, para voltar ao anel central de União da Vitória. Na saída de Porto União, pela BR-280, o trânsito voltou a ser liberado na localidade de São Pascoal. Ele havia sido inviabilizado para a passagem de carros pequenos por causa de uma lâmina de água que cobria parte da pista.

Visita da presidente
O efeito das cheias sobre quase 40% de União da Vitória e outras 35 quadras em Porto União chamaram a atenção do Governo Federal e tocou a presidente Dilma Rousseff. Na terça-feira, ela veio pessoalmente às Cidades Irmãs e mostrou-se chocada com o que viu durante o sobrevoo.