Uma técnica demonstrada como potencialmente viável num estudo publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, a “PNAS”, em janeiro deste ano mostrou as vantagens de usar um detector eletrônico para monitorar a contaminação por malária, uma doença tropical letal causada por picadas de mosquitos que chupam o sangue e, no processo, transferem o parasita causador da enfermidade ao seu organismo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a malária afetou 207 milhões de pessoas e matou 627 mil em 2012, apesar de ser uma doença relativamente fácil de prevenir (com mosquiteiros e inseticida) e de curar (com fármacos), embora o parasita tenha desenvolvido resistência a muitas drogas. A boa notícia é que as mortes caíram 45% desde o ano 2000.
De acordo com o estudo publicado, a equipe de Dmitri Lapotko, da Universidade Rice, de Houston, usou pulsos ultrarrápidos de laser para detectar uma substância produzida pelo parasita da malária ao invadir células vermelhas do sangue. O objetivo com este estudo seria a possibilidade de aplicação deste aparelho simples, que seria capazde testar 200 mil pessoas por ano, bem mais rápido do que com os testes atuais, e custando bem menos.