Abaixo-assinado recolhe mais de 140 nomes

Moradores do Bairro São Basílio Magno preparam documentação que pede solução para as frequentes inundações na comunidade

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Atualizado há 12 anos

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(Foto: Mariana Honesko).

O pedido de ajuda dos moradores do Bairro São Basílio Magno, em União da Vitória, ganhou um novo capítulo. Nesta semana, alguns membros da comunidade voltaram a se reunir. Mais do que discutir a necessidade de uma intervenção, o grupo debateu a formalização do pedido aos órgãos responsáveis por uma eventual intervenção.

De acordo com a comunidade, a prefeitura, a Câmara de Vereadores e o Ministério Público receberão a mesma documentação. A “pasta” já reúne fotografias, reportagem já produzida pelo jornal O Comércio sobre o problema das inundações e um abaixo-assinado. Até segunda-feira, 7, mais de 140 assinaturas marcavam o pedido de socorro. “Queremos acima de tudo que o prefeito, os vereadores, que alguém venha até aqui para nos ouvir. Ninguém conhece tão bem a comunidade quanto seus moradores”, disse Tusset.

Especialmente desde a intervenção na galeria pluvial de Porto União que a comunidade sofre com as inundações. O sistema próximo da linha férrea não combina com a dimensão da estrutura no lado paranaense. A tubulação é de tamanho menor, incapaz de dar vazão à água que vem do lado catarinense em excesso, em dias de muita chuva. O resultado é sempre idêntico: alagamentos e muitas perdas.

Em quase três anos de endereço, o motorista Valderi Costa Rayzer já enfrentou três inundações. Nem a contenção construída no portão de casa foi capaz de barrar os danos. “Até o muro caiu. Tive que comprar tudo de novo. Perdemos muita coisa”, conta. Ele e a esposa estão morando na casa de uma das filhas. O casal só voltará para o imóvel quando uma solução, de fato, for encontrada.

Os moradores garantem conhecer o projeto de mais de R$ 1 milhão proposto pela prefeitura para colocar um ponto final no problema mas eles apostam em medidas paliativas para, desde já, amenizar as preocupações e danos.  “Sabemos que não vai solucionar mas já alivia”, diz o empresário Rogério Cottet.

Chuva é sinônimo de preocupação

As inundações interferem no cotidiano dos moradores do bairro. Basta pouca chuva para que os problemas invadam as ruas. Pontualmente, eles afetam o trecho que começa próximo do Centro Universitário da Cidade de União da Vitória (Uniuv) e chega à casa de número 920. Nas duas quadras afetadas, há oito pontos comerciais, a geração de mais de 50 empregos diretos e outras 80 famílias.

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