
Duas notícias importantes no setor de segurança pública em União da Vitória. Uma boa e outra ruim. Se optarmos primeiro pela boa notícia, o otimismo vai tomar conta. O Governo do Estado atendeu, em partes, as reivindicações da Delegacia de Polícia Civil e enviou nove investigadores para a 4ª SDP. Infelizmente um deles passou em outro concurso público e desistiu de ser policial. Mas podemos contar com oito novos investigadores. Com isso a 4ª SDP, que atende a oito municípios, conta com 16 investigadores. No entanto nenhum escrivão foi designado para União da Vitória.
A notícia ruim é que a carceragem da Delegacia de Polícia de União da Vitória, que serve de cadeia, está novamente superlotada. Como o volume de trabalho dos investigadores aumentou, o número de pessoas detidas, principalmente por envolvimento com o tráfico de drogas, também cresceu na mesma proporção. De acordo com estatísticas da própria 4ª SDP, cerca de 50 pessoas estão detidas, aguardando julgamento ou cumprindo pena na carceragem da delegacia local.
Ampliação não saiu do papel
Em fevereiro deste ano o terreno usado como depósito de veículos apreendidos pela Polícia e onde seria construído um solário, guaritas de vigilância e aumentadas as dimensões das celas da cadeia da 4ª SDP, chegou a ser desobstruído e limpo. A ideia surgiu depois que o Estado desistiu de construir um presídio em União da Vitória. Uma série de acontecimentos na escrituração de dois terrenos contribuiu para que o presídio não fosse implantado. Para completar, o município não queria um presídio de regime semiaberto. A cadeia da 4ª SDP está superlotada e em condições precárias, oferecendo risco à saúde dos detentos e à segurança da comunidade da área central e de toda União da Vitória.
Quando da decisão de usar o terreno, o prefeito Pedro Ivo Ilkiv disse que se reuniu com representantes do Poder Judiciário e também com o delegado chefe da 4ª SDP, André Vilela, e decidiu por uma solução paliativa. “É desumano, não tem ventilação, os detentos não conseguem tomar sol, é humilhante mesmo”, descreveu. Mesmo não sendo competência do município a guarda de presos, o prefeito conversou com o deputado Valdir Rossoni, representante político da região, que se comprometeu em conseguir a verba para a construção de um solário com guaritas de vigilância. Até o momento não se tem informação de nenhum recurso destinado para tal fim.
A cadeia da 4ª SDP é uma bomba relógio. Um atentado contra a segurança pública local. Localizada ao lado de uma escola, atrás da Rodoviária Intermunicipal, em frente de um posto de combustível e em uma rua onde passam milhares de trabalhadores e estudantes todos os dias, a carceragem causa medo e certo pânico. As pessoas que moram ou passam diariamente pelo local sofrem com o risco de uma fuga em massa ou uma rebelião dos presos.
Vilela disse que está satisfeito com os novos investigadores, mas não quis se pronunciar sobre a superlotação da cadeia da 4ª SDP. Pedro Ivo Ilkiv informou que o Estado foi oficializado e deve liberar nos próximos dias o material para ampliação da cadeia da 4ª SDP. A contrapartida da 4ª SDP é a mão de obra. Segundo o prefeito o projeto está pronto e aguardando a posição do governo do Estado.